Tratamento inclui ferro e alimentação balanceada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de março de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
A pesquisa das duas universidades paulistas é desenvolvida desde setembro do ano passado, por médicos e nutricionistas. Está sendo avaliado o efeito do chumbo em crianças de Adrianópolis, com idades entre 2 e 10 anos. Além das 99 com alto índice de contaminação pelo metal, pelo menos 60 sofrem de anemia ou alguma deficiência mental.
A pesquisa revela ainda que algumas crianças chegam a ter um nível de chumbo no corpo três vezes maior do que o limite tolerado pela Organização Mundial de Saúde. O normal, explica a coordenadora do curso de Nutrição da Unimep, responsável pelo projeto, Miriam Coelho de Souza, é dez micrograma por decilitro de sangue. Algumas crianças apresentam 30 microgramas.
A pesquisa mostrou que esse índice é revertido com a ingestão de medicamentos contendo ferro e também com uma alimentação balanceada. No segundo mês de tratamento, conforme a pesquisa, as crianças apresentaram redução do nível de contaminação. Por esse ângulo, avalia Mirian, a pesquisa teve resultados muito positivos. O problema maior, salienta, é que nenhum órgão federal ou estadual está empenhado em reverter esse índice, aplicando recursos no município.
O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo e acaba no final deste mês. A Secretaria Estadual de Saúde informou que não forneceu auxílio para o tratamento das crianças porque isso não foi solicitado.


