Tratamento em casa ajuda pacientes
NOVA OPÇÃO
Tratamento em casa ajuda pacientes
Kraw PenasCom uma infecção óssea, Neomir Cirino diz que a vida melhorou depois que passou a ser atendido em casa
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
A opção pelo tratamento de pessoas com problemas crônicos de saúde em casa está contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e também aumenta a rotatividade nos leitos hospitalares. Esta opção de atendimento, conhecida como homecare, que há mais de 10 anos é bastante difundida nos Estados Unidos e Europa, começa a ganhar espaço no Brasil. De acordo com pesquisas realizadas nos EUA, 10% dos doentes internados em hospitais poderiam continuar o tratamento médico nas suas residências.
Em Curitiba, há cinco anos, o Hospital Erasto Gaertner mantém o Grupo Interdisciplinar de Suporte Terapêutico Oncológico (Gisto). No Hospital Cajuru, o programa homecare existe há um ano e meio e é dirigido aos pacientes idosos. Há três meses entrou em operação o programa de atendimento em casa da Unimed de Curitiba. Em Londrina, o homecare da cooperativa médica já existe há um ano.
Os médicos, voluntários e, principalmente, os pacientes (leia ao lado) não poupam elogios ao sistema. Um dos pontos altos deste serviço é que ele humaniza as relações entre os médicos e os doentes. Os pacientes passam a ter uma melhora emocional muito grande e isto influencia diretamente na aceleração da cura, salienta o médico Arnaldo Cassilha, coordenador do Programa Unimed em Casa. Segundo Cassilha, 90% dos associados da cooperativa possuem plano médico que dá direito ao homecare, que é grátis. Atualmente a Unimed tem 27 pacientes no programa e mais de 100 estão sendo analisados para serem incluídos no serviço.
Na equipe do Gistro, do Hospital Erasto Gaertner, trabalham nove pessoas, entre médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e voluntárias. O programa é dirigido aos doentes de câncer que não apresentam mais qualquer possibilidade de cura. O Gistro atende 63 famílias. Tivemos casos de pessoas com expectativa de vida bem curta, mas que conviveram até dois anos com nossa equipe, comemora a voluntária Dirce Prandel.
O médico responsável pelo serviço de homecare do Hospital Evangélico, José Mário Tupiná, informa que, em média, o tratamento em casa fica 40% mais barato do que o internamento hospitalar. Tupiná diz que alguns pacientes ainda relutam em não receber atendimento no hospital.





