Tratamento é feito só em Curitiba
O ''Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística Mucoviscidose'', comemorado hoje, é mais uma oportunidade de disseminar informações sobre a doença aos brasileiros. Em Londrina, voluntários da Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose (Abram) estarão durante todo o dia no Calçadão (área central) dando esclarecimentos sobre a doença e o trabalho da associação.
No Paraná, a Abram é responsável por garantir assistência aos portadores e pacientes de fibrose cística. Como o tratamento especializado e os exames mais sofisticados só são acessíveis em Curitiba, os pacientes do interior são abrigados pela associação. A Abram também fiscaliza o cumprimento da lei estadual 12.979/2000, que obriga o Estado a manter o tratamento dos doentes em termos de diagnóstico e medicação. Segundo o presidente da Abram, Sérgio Sampaio, o Paraná é um dos 14 estados brasileiros onde a extensa e cara lista de medicamentos necessários incluindo enzimas, vitaminas e antibióticos é fornecida, de graça, pelo governo.
Sampaio afirma que a próxima batalha da associação é pela interiorização do tratamento. ''Existem pelo menos 35 pacientes na região norte do Estado'', aponta. Ele sustenta que o Hospital Universitário (HU) de Londrina deveria ter um centro de referência, para oferecer tratamento mais próximo e gratuito a essas pessoas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O gastropediatra do HU Alfredo Zepeda Wills concorda, destacando que seria necessário formar uma equipe médica multidisciplinar com pediatras, psicólogos e fisioterapeutas. ''As viagens das famílias a Curitiba acabam tornando o tratamento muito caro, apesar de os remédios serem gratuitos''. Na capital paranaense, os centros de referência estão no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Pequeno Príncipe.





