Tratamento de esgoto com baixo custo
Da redação
Desde 1997, a Prefeitura de Curitiba dobrou o atendimento de coleta e tratamento de esgoto nas áreas mais carentes da cidade. Os projetos de saneamento básico da Prefeitura visam atender a população que está fora da rede da Sanepar com o Sistema Curitiba de Coleta e Tratamento de Esgoto Sanitário, um sistema de fossas comunitárias, implantado através de parcerias entre o município e a comunidade.
Segundo a prefeitura, o número de ligações feitas pelo sistema em relação às existentes até o início de 1997 aumentou em 116%. O eixo de obras do Sistema Curitiba atinge uma faixa de 21 bairros da periferia onde estão concentrados 45% da população de Curitiba. A maioria desses moradores tem renda média mensal de 3 a 5 salários mínimos.
Hoje, cerca de 6.170 ligações do Sistema Curitiba já beneficiam aproximadamente 31,1 mil curitibanos da região periférica da cidade não atendida pela rede da Sanepar. Atualmente, 303 ligações estão sendo feitas no conjunto Moradias Jamaica, no bairro Tatuquara. Pelos 21 bairros atendidos, correm aproximadamente 74,8 quilômetros da rede do sistema alternativo, sendo que 42 km foram executados pela atual administração.
Segundo o prefeito Cassio Taniguchi, as obras são fundamentais para que o programa Saneamento Bairro a Bairro atinja o objetivo de coletar e tratar 80% do esgoto em Curitiba nos próximos dois anos, em conjunto com as obras da Sanepar. Para o ano que vem, a previsão é de que mais de 3,5 mil ligações beneficiem cerca de 18 mil habitantes em diversas regiões da periferia, inclusive o recém instalado Moradias Monteiro Lobato, também no Tatuquara, onde vivem mais de 1,5 mil famílias.
Funcionamento O funcionamento do sistema é simples. Os efluentes domésticos são coletados pela rede e depositados em fossas coletivas, que recebem esgoto de, em média, 10 casas. Ali, o esgoto sofre a ação de suas próprias bactérias - uma espécie de autotratamento - seguindo 60% despoluído para a rede de águas pluviais, como preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). Periodicamente, funcionários da Prefeitura retiram o lodo (parte mais suja) que fica depositado na fossa.
A Prefeitura lançou em julho de 97 o Plano Comunitário de Saneamento, que permite a instalação do Sistema Curitiba nos bairros da cidade. A adesão ao Plano é opcional. Os moradores pagam R$ 440,00 pela implantação, divididos em 16 parcelas de R$ 27,50 ou em 24 de R$ 18,33, dependendo de sua situação financeira.





