Tratamento de canal, agora, livre de trauma
Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
Quem sente um calafrio quando ouve falar em tratamento de canal pode respirar mais aliviado. O especialista em Endodontia, Carlos Alberto Spironelli Ramos, membro da Comissão Científica do Congresso, concorda que esse é tratamento que mais assusta. Todo mundo tem medo, acha demorado e dolorido.
O tratamento convencional para o canal de um molar dura em média três sessões de uma hora. Mas com o avanço tecnológico o procedimento poderá ser feito em uma hora. Spironelli Ramos aponta que essa revolução no tratamento de canal foi possível com equipamentos como o Justy, que detecta eletricamente a espessura do dente, desde a coroa até o ápice (o fim da raiz). Outro aparelho chamado Endomate faz o alargamento do canal de forma automatizada. Pelo método convencional essas tarefas são executadas manualmente e são mais demoradas. Para completar, é possível usar um aparelho ultra-sônico para a limpeza do canal.
Segundo Spironelli Ramos, 90% dos dentistas brasileiros ainda utilizam as técnicas antigas. Com as novas técnicas, o paciente terá menos dor e sofrerá menos estresse, acredita.





