O tempo chuvoso causa transtornos também para os estudantes. Os alunos de pelo menos duas instituições de ensino de Londrina estão sofrendo com as goteiras e a água que escorre pelas paredes.
No Caic Mari Carreira Bueno, na Zona Oeste, baldes e rodos fazem parte da rotina escolar toda vez que chove. A informação é de Aridelson Palmeira Rocha, pai de duas alunas e presidente do Conselho de Pais. Ele ficou assustado quando chegou ontem pela manhã no colégio e encontrou baldes pelos corredores. A equipe FOLHA não foi autorizada a entrar para fazer imagens, mas com o celular Rocha registrou as poças d'água e os livros empilhados na biblioteca, para não serem molhados. Um aluno confirmou que quando chove não é possível utilizar a quadra, que fica cheia de poças. A escola atende 760 alunos dos ensinos Infantil e Fundamental. ''Há quase dois anos estiveram presentes várias pessoas da prefeitura, que e prometeram que seriam realizadas diversas reformas e até agora nada'', afirma.
Márcia Eliane da Silva Fernandes da Cruz, diretora da instituição, explicou que encaminhou, em março, Correspondências Internas (CIs) para a secretaria municipal de Educação, comunicando sobre as goteiras. ''Nos disseram que já estão a par dos problemas e assim que possível irão encaminhar alguém para vir ver.''
A FOLHA procurou a secretária municipal de Educação, Virgínia Pelissom Laço, mas ela não pode atender a reportagem pela manhã e afirmou que durante a tarde estaria em eventos, não sendo possível o retorno até o fechamento da edição.
Desativadas
Na Zona Norte, a coordenação do Centro de Educação Infantil Pequeno Príncipe teve que remanejar os alunos de sala, juntando duas turmas num só local e transformando o refeitório em sala de aula para que as crianças não tomassem chuva. A instituição atende 66 crianças, de 1 a 5 anos, em tempo integral.
Silvana Mallmann, diretora do CEI, explicou que as salas de aula do maternal, do pré 1 e pré 2 tiveram que ser desativadas por causa da água que escorre pelas paredes. Na semana passada o forro do teto de uma das salas cedeu e nenhuma criança se machucou porque a diretora já havia se antecipado interditando o local.
Além das paredes molhadas, o cheiro de mofo no local é insuportável, o que inviabiliza que as crianças possam voltar a estudar ali. Além disso, para chegar até as salas os alunos têm que passar por um pedaço do quintal onde não há cobertura, o que se torna complicado em dias de chuva.

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