Marcos Zanatta
O transporte das vigas do túnel ferroviário do Novo Centro de Maringá, que começou anteontem, é um trabalho de paciência para os operários. Cada viga pesa 16 toneladas e precisa ser levada individualmente do canteiro de obras até o trecho onde o túnel será coberto. A carreta, com a carroceria adaptada para o serviço, sai da fábrica de concreto montada no antigo pátio de manobras da ferrovia e precisa de 10 minutos para atravessar menos de 800 metros da área urbana. ‘‘Nas primeiras viagens fomos detectando os problemas, e agora conseguimos diminuir o tempo’’, disse o motorista da carreta, Josevaldo Góis.
Na semana passada as empresas envolvidas com a obra fizeram um teste com o transporte de uma coluna. O trajeto demorou quase 20 minutos. ‘‘Fomos marcando onde galhos de árvore e fios de alta tensão atrapalhavam’’, conta Góis. O trecho, saindo pela Avenida Herval, tomando a Projetada até a Bento Munhoz da Rocha e finalmente a São Paulo, onde a carreta desce para o túnel, teve fios de energia levantados e árvores podadas. A ponta da viga, pelos cálculos do motorista, alcança pelo menos cinco metros de altura.
No primeiro dia de transporte foram deslocadas ‘‘apenas’’ seis vigas. Ontem a previsão era de levar pelo menos nove até o túnel. No total são 193 peças que vão fazer a cobertura de um novo trecho do túnel, entre as avenidas São Paulo e Pedro Taques. O projeto inicial previa apenas o rebaixamento da linha férrea entre as duas avenidas, mas foi modificado para melhorar a utilização das laterais, onde será implantada uma avenida. Com a mudança, o túnel passa a ter 1.630 metros, e é o maior túnel ferroviário urbano do país.

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