Na região de Maringá, as transportadoras tentam uma saída para dar mais segurança às cargas de carne, produto local mais visado pelas quadrilhas que agem na rota para São Paulo e Rio de Janeiro. Mas as empresas enfrentam riscos também quando transportam outros produtos. A preocupação com a carne é maior, segundo as empresas, devido a grande quantidade que sai ou passa pela região, e o horário em que a mercadoria é transportada.
Cerca de 50 toneladas de carne saem diariamente de frigoríficos de Maringá e cidades vizinhas, além de outras 200 toneladas/dia que passam pela região vindas do Mato Grosso do Sul. Como o abate dos animais é realizado a partir do início da manhã, o produto é transportado para outras regiões preferencialmente à noite. Também por causa da conservação e da distribuição da carne, os frigoríficos preferem o transporte noturno. O coordenador técnico do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Maringá (Setcamar), Geasi de Oliveira Souza, diz que poucas seguradoras cobrem este tipo de carga, e a saída seria uma mudança na estratégia de transporte.
O primeiro passo seria andar com a carga só de dia, dificultando o trabalho das quadrilhas. Outra medida seria criar postos de apoio em pontos estratégicos, onde os caminhões poderiam se reunir para seguir ao destino em comboio. ‘‘Ou ainda contratar batedores, que sai caro mas compensa’’, diz. Ele compara que uma carga avaliada em R$ 50 mil terá um custo de R$ 125,00 de seguro, contra uma média de R$ 50,00 de batedores por caminhão.

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