Transporte coletivo será discutido em audiência pública
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terça-feira, 14 de janeiro de 1997
Lúcio Horta 
A mesa executiva da Câmara de Vereadores convocou para quinta-feira, a partir das 14 horas, audiência pública para tratar do transporte coletivo em Londrina. A audiência, a ser realizada no prédio da Câmara (zona sul), deverá ter a presença do presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Cléber Tóffoli.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Adalberto Pereira (PSDB), o principal objetivo da reunião é esclarecer como ficará a situação do transporte coletivo na Cidade a partir do dia 27 deste mês, quando termina o contrato da administração municipal com a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), atual permissionária do serviço. Das 84 linhas atuais do transporte coletivo, 73 são urbanas e exclusivas da TCGL. Há 11 distritais: 10 operadas pela Francovig e uma pela Nordeste.
O que nós queremos saber é como o poder público vai conduzir esta questão, diz Adalberto. Todo mundo tem questionado a gente na rua e por isso resolvemos convidar o Cléber Tóffoli. O presidente da Câmara destaca que a comunidade está convidada a participar da reunião.
Cléber Tóffoli explica que foi consultado sobre a audiência, mas que até ontem, no final da tarde, não havia sido convocado pela Câmara de Vereadores. Ele informa que, a princípio, deverá comparecer. Mas eu tenho que avaliar melhor o tema e saber o que eles querem na audiência, ressalta.
O presidente da Comurb observa que o assunto é bastante complexo e que precisa estudar mais a questão para não deixar nenhuma pergunta sem resposta. Hoje (ontem), por exemplo, estou fazendo um levantamento das ações e medidas judiciais que envolvem o transporte coletivo, explica.
Amanhã, a partir das 15 horas, uma comissão de moradores da Zona Sul também estará se reunindo com o presidente da Comurb para tratar sobre transporte coletivo. A principal preocupação da comissão é sobre a política tarifária que a companhia pretende adotar, principalmente depois que a TCGL protocolou pedido de aumento na tarifa de 25%. Atualmente, a tarifa é de R$ 0,60.
Outra preocupação dos moradores é a carta de ordem, expedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que proíbe a empresa Francovig de operar no perímetro urbano de Londrina (ver texto na página 4).
A audiência com Tóffoli foi requisitada pelos moradores ainda no sábado, quando mais de 200 moradores discutiram o transporte coletivo de Londrina, no Jardim do Sol (zona oeste). Os vereadores Elza Correia (PC do B), Salvador Francisco (PSDB), Antônio Negmar Ursi (PT) e Valdemir de Araújo (PMN) devem acompanhar o grupo durante a audiência.


