Transporte coletivo pode enfrentar greve
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Jacira Werle<br> Reportagem Local 
Apesar das negociações ocorrerem em maio, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, já fala da possibilidade de uma greve geral se as negociações sobre
reajuste salarial não dêem resultado. Silva acredita que a tendência dos trabalhadores será pela radicalização caso o reajuste reivindicado, entre 14 e 15%, não seja aceito pelos empregadores. ''Pensamos que nesse aumento de 18,75% no preço da tarifa de transporte urbano já esteja garantida uma margem que possibilite o aumento do salário dos trabalhadores'', argumenta Silva. A nova tarifa, de R$ 1,90, começou a vigorar no dia 9.
De acordo com Silva, os trabalhadores vão pedir a reposição da inflação, reajuste por produtividade mais participação e resultados (anteriormente chamada de anuênio). Silva acha que as empresas não vão dar o reajuste pedido pela categoria porque elas não conseguiram aumentar a tarifa para o valor desejado. R$ 1,95. ''Nosso primeiro objetivo é a negociação, entretanto, se não tivermos resultados, poderemos partir para a greve'', avalia. Se o impasse acontecer, a greve deverá começar em junho, esclarece.
O último reajuste da categoria foi em 1º de janeiro deste ano, acertado nas negociação de junho de 2004. O aumento concedido foi de 6%, mais um abono no valor de 42% do salário de cada funcionário pago em outubro do ano passado, em parcela única. Com o reajuste incorporado no mês de janeiro, um motorista que recebia R$1.016 passou a ganhar R$1.077; o salários dos cobradores foi de R$ 629 para R$ 667. Nas negociações de 2004, o sindicato reinvindicou um reajuste de 11%. Atualmente, existem 1,2 mil cobradores e motoristas em Londrina.
Silva analisa que os reajustes na tarifa do transporte urbano deveriam ser mais frequentes e em menor percentual. ''A cada aumento de passagem, diminui o número de passageiros. Como a conta da tarifa envolve o número de passageiros e a quantidade de quilômetros rodados, quanto menos gente anda de ônibus, mais caro precisa ser o valor da tarifa'', enfatiza.
A duas empresas preferiram não se manifestar porque ainda não receberam as propostas de reajuste do Sinttrol.


