Assaí - Um ano após circular por cinco rodoviárias da região de Londrina, a reportagem da FOLHA retornou aos espaços e constatou que muitos problemas ainda persistem. A Rodoviária de Assaí permanece com a pior situação de todas. O cortador de cana Antônio José Ferreira, de 69 anos, reclama principalmente do banheiro que, segundo ele, precisa de uma reforma urgente. "O banheiro está muito largado; às vezes nem água tem." O local está sem condições de uso devido aos vazamentos. O piso fica alagado constantemente, os vasos sanitários estão imundos e sem assentos, as portas dos cubículos estão quebradas, não há chuveiros disponíveis e há um infiltração no teto.
A diarista Roseli Ramos, de 51, foi irônica ao responder como ela avalia a Rodoviária de Assaí. "Que Rodoviária? Não tem banheiro, não tem água para beber; está sem iluminação e tudo caindo aos pedaços. As condições estão péssimas", reclamou.
A arquiteta do departamento de Engenharia e Arquitetura da Prefeitura de Assaí, Simone Yumi Nagatsuyu, disse que a prefeitura acabou de conseguir recursos do Ministério do Turismo para realizar a reforma. "São R$ 292.500,00 do Ministério e R$ 11.717,77 de contrapartida do município", apontou. Entre outras melhorias, ela cita a troca da cobertura, adaptação do espaço para deficientes físicos, reforma dos banheiros e a instalação de um espaço destinado para a Secretaria de Cultura para atender os turistas. "Esperamos que em julho a empresa que irá executar a obra comece as obras. O prazo de execução é de 6 meses", apontou.
Simone lamentou que os recursos não contemplam a reforma dos acessos da Rodoviária, onde os ônibus realizam as manobras para entrar nas baias. "Tem muitas partes danificadas ali, mas o município está investindo mais na pavimentação dos bairros", justificou.

JATAIZINHO
Os usuários da Rodoviária de Jataizinho, que no ano passado reclamavam da falta de iluminação, afirmaram que nesse aspecto a situação melhorou. A falta de segurança, porém, continua, de acordo com o comerciante Cleber Reichel, que possui uma lanchonete no local. "À noite não tem guarda aqui", citou. "É muito escuro e a rodoviária virou ponto de consumo de drogas", apontou o taxista Raimundo Patrício Chaves. Ele também citou os hidrantes sem mangueiras. "Isso aí é perigoso. Tem que pensar na segurança da gente", afirmou.
O secretário de Obras, Altamir Pavão, afirmou que as mangueiras não ficam no mesmo local que o hidrante para evitar o furto. Ele disse que iria verificar a questão da iluminação. Sobre a segurança, a reportagem tentou entrar em contato com a Polícia Militar, mas ninguém atendeu as ligações. (Leia mais na pág.2)

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