Os transportadores de cargas do Paraná estão preocupados com o aumento da tarifa do pedágio nas rodovias que compõem o Anel de Integração. Segundo o diretor executivo da Federação das Empresas de Transporte do Paraná, Sérgio Malucelli, o movimento de caminhões em direção ao Porto de Paranaguá aumenta 35% nos meses de abril e maio por causa do transporte da soja e do trigo. Além dos transportadores do Estado, empresas de Mato Grosso do Sul e São Paulo também utilizam o porto paranaense.
Malucelli disse que, durante a safra, 72 mil caminhões de empresas e outros 70 mil de caminhoneiros autônomos trafegam pela BR-277 para o escoamento da safra. Os cálculos da federação mostram que um caminhão de seis eixos, que faz uma viagem de Foz do Iguaçu a Paranaguá, gasta R$ 144,06 por viagem. ‘‘Geralmente, para estes trajetos, temos que usar caminhões pesados’’, informou ele. Por esta razão, os transportadores de cargas estão pedindo alguns descontos para as concessionárias. As conversas iniciaram há dois meses, mas as negociações ainda não encerraram.
Os transportadores pedem desconto para os caminhões que estiverem transportando produtos agrícolas, e cargas especiais, e para as empresas associadas a sindicatos. ‘‘Não queremos que o caminhão pague igual a um carro de passeio, temos que ter uma certa diferenciação’’, comentou Malucelli. A federação tem, atualmente, nove sindicatos e 2.100 empresas associadas em todo o Paraná. ‘‘Nós transportamos a economia do Estado, geramos empregos e temos que ter tratamento especial’’, disse.
O diretor da federação afirmou ainda que os transportadores não irão aceitar que o pedágio seja cobrado no mesmo valor do que antes da redução, de quase 50%. ‘‘Vamos esgotar todas as negociações, mas adianto que não aceitaremos o reajuste de forma alguma’’, salientou.
Enquanto os transportadores pensam em descontos nas tarifas, as concessionárias estão mais preocupadas com a ação na Justiça, que pede o aumento dos valores pagos nos postos de pedágio. De acordo com a assessora de imprensa da Ecovia, empresa concessionária da BR-277, entre Curitiba e Paranaguá, Maria Luiza Caldas, nenhum desconto será dado a qualquer categoria antes do julgamento da ação, que está tramitando na Justiça.
De acordo com ela, a situação das concessionárias é grave. ‘‘Nossa operacionalidade foi inviabilizada desde a redução dos valores das tarifas’’, afirmou ela. O pedágio começou a ser cobrado no dia 22 de junho do ano passado.

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