Transportadoras de entulho ganham prazo
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sexta-feira, 11 de julho de 2003
Emerson Dias<Br>Reportagem Local 
Na tentativa de resolver duas situações emergenciais, reforçar a barreira de contenção erguida depois do desmoronamento e garantir local para as empresas transportadoras de entulho da cidade, a CMTU liberou o depósito do material no aterro sanitário por mais dez dias.
O presidente da Companhia, Wilson Sella, confirmou a liberação ontem, 24 horas depois de ter proibido o depósito de entulhos no aterro, mas já adiantou que o prazo não será prorrogado. ''As empresas terão que encontrar outro local para depositar o entulho porque a capacidade do aterro está no limite. A liberação é apenas provisória'', disse Sella.
O vice-presidente da Associação dos Transportadores de Entulhos de Londrina (Apel), Cláudio José Mendes, considerou válida a prorrogação mas destacou que o prazo continua sendo muito curto. ''Como não houve planejamento nos anos anteriores, a prefeitura impõe o fim da utilização do aterro sem estabelecer um período de adaptação. A Apel espera que a liberação da Central de Moagem de Entulhos seja confirmada no papel dentro dos mesmos dez dias'', cobrou Mendes, referindo-se à estrutura montada no Jardim Piza (zona sul) que atualmente está parada devido a uma ação civil pública.
A terceirização da Central foi levantada durante uma reunião entre Sella e nove empresários da associação realizada anteontem. Apesar de ainda brigar por um prazo maior, a Apel já está viabilizando uma área particupar para receber entulhos: a pedreira do Jardim Marabá (zona leste), de propriedade do presidente da entidade, Mário Fornasier. De acordo com Mendes, a vida útil da pedreira varia entre três e cinco anos. Ele afirmou ainda que o descarregamento de entulhos passará a ser cobrado. ''Teremos um custo de R$ 5,00 para cada caçamba. Todos nós e até a prefeitura, que descarrega cerca de 50 caminhões/dia no aterro, tereremos que pagar utilizar a área'', comentou o empresário.


