As empresas de transportes de cargas querem que o governo estadual tome medidas enérgicas para conter os assaltos e desvios de cargas e caminhões. Em 18 meses, os prejuízos com roubo de mercadorias e veículos subiram de R$ 3 milhões para R$ 10 milhões. ‘‘A situação é grave, ainda mais quando morrem pessoas’’, reclama o presidente eleito da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Paraná (Fetranspar), Valmor Weiss. Neste ano, foram cinco caminhoneiros. Na última segunda-feira, a direção da Fetranspar se reuniu com o secretário da Segurança, Rubens Tanure, pedindo providências.
De acordo com Weiss, a Secretaria Estadual da Segurança está atuando timidamente para controlar os roubos. Ele afirma que os assaltantes atuam há muito tempo nas mesmas regiões e que este tipo de informação é do conhecimento da polícia. De acordo com o diretor da Fetranspar, Sérgio Malucelli, os assaltos e desvios de cargas são comuns no norte do Paraná, nas proximidades de Londrina e Maringá. Já os roubos de caminhões acontecem numa região denominada de ‘‘triângulo de alto risco’’ - Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra -, sendo vendidos no Paraguai. ‘‘E isso quando não ocorrem chantagens, cobrando resgate pelos caminhões’’, reforçou Walmor Weiss.
As cargas mais visadas pelos assaltantes, segundo a federação, são medicamentos, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos, têxteis e, no período de plantio, defensivos agrícolas. Essas informações são confirmadas pelo grupo Águia - setor da PM especializado em assalto a caminhões e ônibus.
‘‘Como essas cargas são muito visadas, o custo para transportá-las e realizar seguros acaba se elevando’’, disse. Hoje, 7% do custo das cargas é para contratação de serviço de escolta, monitoramento por satélites e seguro, percentual que há dois anos não alcançava 2%.
Valmor Weiss afirma que a atuação da polícia, além da patrulha nas estradas, deve ser sobre os receptadores. ‘‘Foi sugerido ao secretário da Segurança que se forme um grupo, que inclua a receita estadual e federal, tentando indentificar quem vende produto sonegando imposto’’, afirmou.
O presidente da Fetranspar critica o governo estadual e federal em cortar gastos com a segurança. ‘‘Quando um caminhoneiro é assaltado, não pode receber apoio das polícias rodoviárias, porque elas não têm combustível para as viaturas’’, afirmou. Nenhum responsável pelas duas polícias foi encontrado para se posicionar sobre o assunto.Albari RosaEm 18 meses, os prejuízos com roubo de mercadorias e veículos subiram de R$ 3 milhões para R$ 10 milhões, segundo Federação das Empresas de Transporte de CargasIsrael Reinstein

mockup