Empresas transportadoras de cargas do Paraná querem discutir com o governo a majoração da tarifa do pedágio nas rodovias antes que ela seja confirmada. Segundo a Federação das Empresas de Transportes do Estado do Paraná (Fetranspar) e o sindicato regional do Oeste (Sintrop), de Cascavel, as empresas foram ‘‘alijadas’’ das discussões, ‘‘sem que perguntassem se podemos suportar o aumento’’, disse ontem Ademir Furhmann, presidente do Sintrop. Segundo ele, os transportadores representam 50% do volume de recursos arrecadados pelo pedágio.
A Federação quer propor ao governo que sejam cobrados preços diferenciados dos caminhões e também que, no período de safra, a tarifa seja especial, ’’para garantir a sobrevivência das empresas e a manutenção dos empregos‘‘, disse Fuhrmann.
O dirigente classista relata que, com os atuais preços do pedágio, à base de R$ 1,50 por eixo, ‘‘as empresas já são praticamente inviáveis’’, e se o aumento for de 100%, ‘‘como se especula, será o caos definitivo’’. Na BR-277, entre Cascavel e Paranaguá há cinco praças de cobrança e um caminhão médio, com três eixos passaria a pagar R$ 45,00 de pedágio, na viagem de ida e volta.
Segundo Furhmann, no Paraná existem 2,2 mil empresas de transporte. Nos últimos dois anos 28% das que estavam sindicalizadas encerraram atividades no Estado, parte delas tendo se transferido para o Centro-Oeste brasileiro: ‘‘Para se livrar do pedágio mas também do trem’’, disse, referindo-se à Ferrovia Paraná, que faz a ligação entre Cascavel e o Porto de Paranaguá, que absorveu 30% do transporte de carga da região.

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