Londrina – Nos últimos quatro anos, o número de transplantes de coração no Paraná cresceu 172%. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), foram transplantados 11 corações em 2010 contra 30 este ano. Do total, 26 foram transplantados em Curitiba, três em Londrina e um em Cascavel. Em 2012, Edmílson Cruz de Andrade fez parte do seleto grupo de 23 pacientes que receberam um coração no Estado.
No mesmo período, o número de transplantes totais de órgãos no Paraná saltou de 152 para 384. O ápice foi no ano passado, quando 417 órgãos foram transplantados. Atualmente, os transplantes de órgãos, que englobam coração, fígado, rim, pâncreas, córneas e medula; e de tecidos, são realizados em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.
Segundo as autoridades em saúde, um único doador é capaz de salvar ou melhorar a qualidade de vida de pelo menos 25 pessoas. O problema no País ainda é a falta de estrutura para a captação e distribuição dos órgãos em tempo. Após a retirada, os órgãos suportam muito pouco sem circulação sanguínea. Pulmão e coração, média de quatro a seis horas; fígado e pâncreas, de 12 a 24 horas; rins, de 24 a 48 horas; e córneas, até sete dias. Em países de referência em transplantes, como a Espanha, existem equipes médicas exclusivas para evitar que o órgão se perca. (C.F.)

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