Transmitindo amor e carinho
Londrina - A pedagoga Lia Salvany Felinto, de 71 anos, iniciou a "carreira" de contadora de histórias após conhecer Roseli Bassi e descobrir que ela era idealizadora do História Viva, fazendo esse trabalho voluntário de contação de histórias em hospitais e asilos. Ela foi uma das participantes do curso com Roseli "para também treinar pessoas que queiram atender pessoas carentes, creches, asilos, hospitais e outros".
Atualmente, Lia trabalha com um grupo voluntário que dá assistência a idosos, e narra uma experiência que considera "interessante". "Fomos visitar um senhor, que estava acamado, e percebi que ele sempre recebia visita de grupos de oração, mas estava lá, cansado da situação. Perguntei se ele gostava de ouvir histórias. O rosto dele se iluminou, e ele já fez um sinal para eu sentar ao lado dele", disse. Segundo Lia, ela contou uma história, e ele retribuiu com outra. "Depois disso percebi que consegui tocá-lo de alguma forma. Achei que ele poderia resolver dentro dele aquela depressão."
Para Lia, que também faz aulas de teatro, a contação é muito importante. "É uma forma de passar amor e carinho. E para isso não tem idade."
Esse também é o entendimento da professora Eneida Feijó, que também descobriu na "contação" uma forma de ajudar e transmitir carinho para pessoas em leitos de hospitais. "Fiz uma oficina e comecei a contar histórias como voluntária. Percebi que não existe idade para esse encantamento". (P.B.O.)





