Moradores do Jardim do Sol (zona oeste) fecharam anteontem à noite um trecho da avenida Abélio Benatti - sequência da Leste-Oeste, sentido centro-bairro - em protesto contra a falta de segurança no local. Eles atearam fogo em pneus, folhagens e até em um sofá velho para impedir a passagem dos carros.
Segundo os moradores, nos horários de ‘‘pico’’, quando há maior movimento, os automóveis passam em alta velocidade e os atropelamentos são constantes. A gota d‘água para a manifestação foi a morte do garoto Eder Soares da Silva, de 13 anos, vítima de atropelamento terça-feira, na mesma avenida.
O garoto foi atropelado junto com seu irmão, Aílton, que sofreu ferimentos leves, quando voltava de um supermercado. O acidente aconteceu por volta do meio-dia e provocou revolta nos moradores.
‘‘Eu resolvi chamar as pessoas para o protesto porque, com o trânsito a essa hora, torna-se impossível atravessar a rua’’, atesta a moradora Vilma da Silva, que há 20 anos mora no bairro e há cinco tem um comércio em frente à avenida. ‘‘Nós comerciantes também estamos sendo prejudicados porque uma mãe, que mora do lado de cima da avenida, não pode mandar o filho comprar alguma coisa do outro lado.’’
‘‘Aqui está todo mundo com medo’’, atesta Célia Maria Seppe Rocha, que também mora e trabalha em frente à avenida. ‘‘E aqui tem muita família, muitas crianças. Mas já faz uns três ou quatro anos que os carros passam desse jeito e a situação está piorando.’’
Segundo outro morador, Carlos Jauberti da Silva, até ‘‘racha’’ de automóveis tem acontecido durante a madrugada, na parte de cima da avenida. Já na parte de baixo, são os motoqueiros que costumam apostar corrida. ‘‘Os nossos filhos estão sem segurança’’, diz.
A organizadora do protesto, Vilma da Silva, afirmou ontem que a diretora do Departamento de Trânsito e Sistema Viário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Lúcia Brandão, esteve no local e prometeu em sete dias colocar três quebra-mola em pontos diferentes da avenida, próximos onde houve o último atropelamente.
‘‘Mas se depois desse prazo a promessa não for cumprida, a gente volta a protestar’’, diz. Lúcia Brandão não foi localizada pela reportagem da Folha ontem para confirmar a informação.

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