Dois idosos e um homem de 47 anos foram vítimas de acidentes de trânsito em Londrina, nesta semana. Ontem pela manhã, João Carlos Fernandes Perez, 74 anos, morreu logo após ser atingido por um Ford Courier, no cruzamento das ruas Santos e Piauí (Centro). O acidente aconteceu às 7h50, quando ele estava a caminho da feira.
No dia 5, um outro atropelamento na Avenida Maringá (Zona Oeste) vitimou Josefina Alice Loures da Fonseca, 73 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, poucas horas depois. No mesmo dia, José Carlos de Almeida Bueno, de 47 anos, foi atingido por uma caminhonete F-1000 na Avenida Saul Elkind (Zona Norte) e também não resistiu aos ferimentos.
Esses três casos levantam uma importante questão sobre a relação entre trânsito e terceira idade. Além da imprudência de muitos motoristas, que não respeitam limite de velocidade, semáforos, faixas de pedestres e, principalmente, as regras de direção defensiva, há também o fator da mobilidade desses pedestres.
Limitações
Esta observação é feita pelo médico geriatra José Roberto de Almeida, ao afirmar que entre as limitações do idoso estão principalmente a visão, audição e fragilidade óssea. ''Ele vai se movimentar mais lentamente e tem a questão do reflexo, que já não é mais o mesmo. Esses fatores associados às infrações do trânsito resultam em acidentes com grave intensidade, que é o que temos presenciado há muito tempo em Londrina'', diz.
Sob o ponto de vista clínico, Almeida orienta as pessoas na melhor idade a se exercitarem com frequência para diminuir as perdas naturais em consequência do envelhecimento e àqueles que possuem muitas limitações, estarem sempre acompanhados. ''É importante que as pessoas saibam também que o socorro ao idoso, quando atropelado, deve ser muito cauteloso, pois a possibilidade de uma complicação por consequência dos ferimentos é bem maior. Portanto, o recomendado é chamar a emergência e não tentar mobilizar a vítima'', indica.

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