Braulio, Lucia, Meire, Moisés, Robson, Agata, Anderson, Sidney, Loreci, Alber, Rodrigo, Ivanilton, Aparecido: todos perderam a vida de forma repentina, quando estavam a caminho de algum lugar. Todos em Londrina. Todos no mês de agosto.
São nomes que personificam os números de mais um período marcado pela violência no trânsito. O relatório da Companhia de Polícia de Trânsito de Londrina com o balanço do mês passado, divulgado ontem, aponta que nove pessoas morreram em acidentes no perímetro urbano da cidade. Segundo o comandante do órgão, tenente Ricardo Eguedis, os números ainda podem mudar porque nem todas as mortes posteriores aos acidentes foram comunicadas.
Um levantamento mais abrangente feito pela reportagem da FOLHA - levando em conta ocorrências nas rodovias e óbitos registrados mais tarde em hospitais - indica que pelo menos 14 pessoas faleceram após colisões e atropelamentos em Londrina.
A última vítima foi Braulio José da Veiga, 86 anos, que morreu pouco antes da virada do mês. Ele foi atropelado por uma motocicleta na esquina das ruas Bahia e Rio Grande do Norte, no Centro, na manhã de sexta-feira. Atendido na Santa Casa de Londrina, ele não resistiu aos ferimentos.
Segundo relatório da PM, foram registrados 537 acidentes em agosto, resultando na média de 17 acidentes por dia. O número de feridos chegou a 274. O tipo mais comum de acidente foram as colisões, 397 ao todo, seguidas por choque com objetos (62), atropelamentos (29) e capotamentos (4). Os acidentes envolveram 712 carros, 208 motocicletas, 43 caminhões, 26 ônibus e 16 bicicletas, entre outros meios de transporte.
Embora não tenham sido o tipo de veículo mais numeroso nessa lista, as motos comprovaram sua fragilidade em relação à segurança de condutores e passageiros: dos nove óbitos divulgados pela Polícia de Trânsito, cinco foram de motociclistas e um de acompanhante de moto. Pelos registros da FOLHA, de 1º a 27 de agosto pelo menos oito pessoas que transitavam de moto perderam a vida nas vias que passam dentro de Londrina.
Eguedis acrescentou que, do total de vítimas, 60% foram motociclistas. ''A moto é um veículo que tem se popularizado devido à agilidade e outras facilidades que oferece, mas que é bem menos seguro e exige direção muito atenta'', alertou. As principais causas de acidente, no geral, foram avanço da preferencial (25%), distância insuficiente do outro veículo (23%) e falta de atenção (21%). Em todo o ano, já são 54 mortes.

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