Trânsito usa bafômetro da Polícia Rodoviária
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Um acidente ocorrido no último dia 26, na Zona Norte de Londrina, em que um homem precisou ser levado até Ibiporã para realizar um teste de alcoolemia (nível de álcool no sangue) após ter atropelado um garoto de apenas quatro anos, expôs o problema da falta dos etilômetros - popularmente chamados de bafômetros, embora sejam aparelhos diferentes - na cidade. Segundo informações da Companhia de Trânsito, em maio deste ano três dos seis etilômetros da Companhia foram encaminhados para Curitiba para a aferição anual exigida pelo Inmetro, em que se verifica a precisão e o bom funcionamento do aparelho. Em agosto, venceu o prazo dos outros três, que também precisaram ser encaminhados para Curitiba. Até agora, nenhum dos equipamentos voltou.
De acordo com o capitão Nelson Villa Junior, porta-voz interino do 5º Batalhão da Polícia Militar, os aparelhos foram encaminhados, por intermédio da P4 (setor que cuida da logística do Batalhão), para a Diretoria de Apoio Logístico (DAL) em Curitiba. ''A P4 só intermediou, e não tem responsabilidade operacional sobre os aparelhos. Estamos aguardando a tramitação em Curitiba. Mas, embora o etilômetro aumente a materialidade da ocorrência, não é indispensável, e a fiscalização não é prejudicada com sua ausência'', esclarece Villa, reconhecendo porém que não tem informações sobre quando os aparelhos devem retornar a Londrina.
A fiscalização não é prejudicada sem os etilômetros da Companhia. Ela recorre aos aparelhos da Polícia Rodoviária. Em alguns casos transportando o motorista até fora de Londrina para fazer o exame. ''Nós entramos em contato com a Polícia Rodoviária para verificar qual viatura está mais próxima'', esclarece o sargento Edivaldo Lopes, do setor de acidentes da Companhia de Trânsito. Segundo o sargento, em 2007 (até 24 de dezembro), a Companhia fez 148 notificações por embriaguez ao volante.
Lopes esclarece que, mesmo diante da recusa por parte do motorista em se submeter ao etilômetro (ou até na falta deste), o policial tem outros meios legais para comprovar a embriaguez do motorista. ''Quem se recusa a fazer o teste é porque bebeu, senão não teria razão para recusar. Na verdade o etilômetro é mais um instrumento de defesa do motorista, que pode provar, com o teste, que não está embriagado'', complementa o capitão Sidinei Fernandes Garcia, comandante da 2 Companhia de Polícia Rodoviária.
Segundo o capitão, a Companhia tem oito etilômetros para atender os 15 postos sob sua jurisdição, envolvendo 79 municípios. ''Eles ficam em postos estratégicos, e são deslocados até outros locais sempre que necessário'', explica. Garcia esclarece que os aparelhos pertencem à regional Norte do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que os encaminha para a aferição anual no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Londrina. ''É um processo rápido, e não ficamos em nenhum momento sem os aparelhos'', garante.
A assessoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública confirmou que dois equipamentos continuam sendo aferidos na capital. Por outro lado, apontou que um aparelho do Batalhão de Polícia de Curitiba teria sido enviado por empréstimo para Londrina e deveria estar em funcionamento.


