Trânsito na Mateus Leme está saturado
Moradores e comerciantes reclamam do crescente congestionamento de veículos e pedem solução à prefeitura
Mauro FrassonDIFÍCILSem opções para estacionar, motoristas arriscam-se em infrações
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Os moradores e comerciantes da Rua Mateus Leme, na região do Parque São Lourenço, em Curitiba estão reclamando que a rua não está mais comportando o trânsito de veículos. Eles reclamam de problemas antigos, como os congestionamentos provocados pelos pais de alunos do Colégio Santa Maria, e ultimamente, do aumento do fluxo de carros com a inauguração de um supermercado no Centro Cívico e a construção de conjuntos habitacionais na região.
Se a prefeitura canalizar o Rio Belém, no trecho da Rua Cecília Meirelles entre as ruas Livio Moreira e Nelson de Souza Pinto, e liberar as ruas que margeiam o rio para o trânsito normal de veículos, a situação vai melhorar, opina o médico Sebastião Cláudio Vasconcelos. Ele mora a duas quadras da Rua Cecília Meirelles há 22 anos e usa a rua Mateus Leme pelo menos quatro vezes por dia. Vasconcelos também acredita que as marginais do Rio Belém na Avenida Euclides Bandeira (prolongamento da Cecília Meirelles no Centro Cívico) poderiam ser usadas como opção para desafogar o trânsito.
A idéia do médico está conquistando os moradores e comerciantes da região. O problema do trânsito aqui é sério e usar a Rua Cecília Meirelles poderia ser uma boa opção, já que a reforma da Rua Nilo Peçanha (rua paralela à Mateus Leme) nãos ajudou muito, disse Guilherme Boddy, gerente da Churrascaria do Ervin. Ele acredita que os motoristas também poderiam colaborar mais para diminuir os transtornos provocados pela falta de espaço para estacionar.
Morador desde 1975 na rua Cecília Meirelles, Dorival do Valle disse que não se incomodaria se a rua passasse a ter mais movimento de automóveis. Perderíamos um pouco do sossego, mas a melhoria no trânsito
compensaria. Nilton Brejekinski, que há 30 anos instalou o escritório de sua fábrica na rua Cecília meirelles disse que, caso a via mudasse sua função, não atrapalharia em nada e poderia melhorar as vendas.,
O comerciante Clóvis Silva disse que frequentemente é obrigado a tirar os carros que carregam e descarregam produtos da frente da loja para não ser multado. Ele trabalha numa pequena distribuidora de alimentos, que está instalada há 15 anos na Rua Mateus Leme e contou que o problema também afeta os clientes. A rua é estreita demais, reclamou.





