Trânsito ficou lento em vários trechos
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terça-feira, 07 de março de 2006
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba Quem arriscou sair de casa, na manhã de ontem, em Curitiba, precisou esticar as pernas para uma longa caminhada, disputar um táxi ou rezar para aparecer um transporte que o levasse até o trabalho. Muita gente foi pega de surpresa pela greve dos motoristas e cobradores de ônibus. Os sortudos que encontraram ônibus, provavelmente, foram obrigados a descer, já que a maioria das empresas que tentou furar o bloqueio teve que recolher seus veículos, forçadas pelos manifestantes.
''Moro no Boa Vista e caminhei 40 minutos para chegar até o terminal, onde também não encontrei ônibus. Não vou pegar essas vans porque acho caríssimo, tem algumas que passaram por aqui cobrando até R$ 12,00'', denuncia a operadora de telemarketing Luciana do Rocio Pereira, de 36 anos, que disse esperar o transporte providenciado pela empresa onde trabalha.
No mesmo terminal, a comerciante Marta Lúcia, 34 anos, lamentava a falta de movimento. ''Não valeu a pena ter saído de casa. Peguei um táxi do Capão Raso até aqui para não vender nada'', conta ela, dona de uma banquinha de doces.
Com os ônibus parados nos pátios das empresas, foram os carros que saíram das garagens e lotaram as ruas. O trânsito na manhã de ontem tirou a paciência de muita gente. Curitiba tem uma frota de 900 mil veículos e acredita-se que boa parte dela deve estava nas ruas ontem. O resultado foi o trânsito lento em muitos trechos. Os principais focos de estrangulamento foram identificados pela Diretoria de Trânsito (Diretran) nas praças Rui Barbosa, Tiradentes, Carlos Gomes e Santos Andrade, além das avenidas Marechal Floriano e Deodoro, Visconde Guarapuava, Silva Jardim, Sete de Setembro, Getúlio Vargas e Comendador Franco.
A equipe do Diretran 650 agentes que se dividem em regime de turnos esteve mobilizada nos pontos onde houve necessidade.


