Trânsito faz a 11ª vítima fatal este mês
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quinta-feira, 25 de junho de 1998
Cláudio Osti 
A motociclista Antonia Margareth Kruczeveski Tavares da Silva, de 28 anos, morreu ontem às 16 horas, depois que a moto que conduzia foi atingida por um Volks branco, dirigido por Mauro Garrido, 64 anos. O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Goiás e Uruguai, centro de Londrina.
Equipe do Siate chegou minutos depois da colisão. Os socorristas fizeram massagem cardíaca para tentar salvar Antonia, mas não tiveram resultados.
Algumas testemunhas, que chegaram segundos depois da batida, disseram que tentaram verificar a pulsação da motociclista mas ela já estava morta. Antonia era casada, tinha um filho de 8 anos e morava no Conjunto Habitacional Armindo Guazzi, zona leste.
O delegado Valter Martins Lemos, da Delegacia de Trânsito, conversou com o motorista do Volks, placas ABN-5804. Mauro Garrido, morador do Jardim Interlagos (zona leste), disse ao delegado que trafegava pela rua Uruguai e que, ao chegar no cruzamento com a Goiás, que é preferencial, recebeu um sinal para atravessar a pista. O sinal teria sido dado pelo motorista de um Fiat que estaria estacionado em fila dupla na Goiás. Quando avançou a via , disse ele, acabou atingindo a moto, placas AGU-1781, que descia pela Goiás.
Antonia foi jogada em cima da calçada. Ela usava capacete. O Volks só parou cerca de 50 metros do local do acidente.
Mauro Garrido responderá a inquérito policial. Segundo o delegado Valter Lemos já são 57 mortes no trânsito de Londrina somente este ano.
Um outro acidente ocorrido anteontem à noite, entre uma moto e um Passat, resultou na morte do metalúrgico Flávio Nei Moraes Câmara, 38 anos. A colisão aconteceu às 19 horas, na Rodovia Carlos João Strass, em frente à empresa Transportes Coletivos Ltda. (zona norte).
Segundo informações da Companhia de Trânsito (Ciatran), o metalúrgico trafegava com a moto CG 125, placa ABZ 0392, de Londrina, em direção centro-bairro. Ele colidiu contra um Passat, placa ADZ 5244, de Arapongas, que vinha em direção contrária e era dirigido por Orivaldo Jogaça.
Flávio Câmara foi socorrido pelo Siate, mas morreu a caminho do hospital. Ele teve traumatismo crânio-encefálico e politraumatismo. O metalúrgico morava no conjunto Maria Cecília (zona norte) e foi sepultado ontem, no cemitério São Pedro (área central). Somente este mês 11 pessoas já morreram no trânsito de Londrina.


