Trânsito derruba índice de morte violenta
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de fevereiro de 1999
Dimitri do Valle e Mônica Kaseker 
O número de mortes violentas em Curitiba e região diminuiu no ano passado em relação a 97. O que mais pesou nas estatísticas do Instituto Médico Legal (IML) foi a redução de 15% nas mortes no trânsito, depois da implantação do novo Código. Já a violência longe do volante continua em alta na capital do Estado, com os índices praticamente estáveis.
No ano passado, foram registrados nos 34 municípios da região metropolitana 13 homicídios a menos do que em 1997. Em Curitiba, os casos de assassinato envolvendo armas de fogo aumentaram de 229 para 237 e as mortes por agressão cresceram 51,4%, saltando de 35 para 53 mortes. Houve uma redução significativa no uso de armas brancas nos homicídios, de 69 para 38 casos.
De modo geral, as estatísticas apontam que as mortes violentas baixaram de 2.078 para 1.948 registros nas regiões Sul, Metropolitana e Campos Gerais. O balanço foi apresentado pelo IML na última sexta-feira. Além dos assassinatos com armas de fogo e por agressão, os acidentes de trabalho na construção civil causaram mais mortes em 98. Passaram de 68 casos em 97 para 80 no ano seguinte na cidade de Curitiba. Outro tipo de morte violenta que cresceu muito foi o suicídio. Em 97, 152 pessoas se mataram na região e no ano passado o número aumentou 12,5%.
No banco de dados do IML há uma revelação polêmica: os atropelamentos matam mais do que outros acidentes de trânsito em Curitiba. Em 1997, 218 pessoas perderam a vida em atropelamentos, enquanto que no ano passado este número baixou para 180. Já os acidentes com mortes, que vitimaram 200 pessoas em 97, fecharam 1998 com 177 mortos em Curitiba.
Nos outros municípios da região acabou invertendo a situação. Os acidentes lideraram as estatísticas. Eles mataram 399 pessoas em 97 e 343 em 98. Os atropelamentos ficaram em 308 no ano passado, número 16% menor do que o registrado em 97.


