Trânsito de Curitiba é menos violento
Em pesquisa feita pelo Instituto Raide de Pernambuco e a Universidade Federal da Bahia, em 1997, nas cidades de Curitiba, Salvador, Recife e Brasília, para verificar a relação do álcool e das drogas com os acidentes de trânsito, a capital paranaense apresentou os melhores resultados. Curitiba, por exemplo, apresentou o menor índice de alcoolismo entre os motoristas entrevistados, enquanto Brasília ficou no lado oposto, como o maior índice. O levantamento, segundo a socióloga Carmem Regina Ribeiro, do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), não seguiu padrões muito rígidos, mas serve de parâmetro para se definir um perfil dessas cidades.
De 26 de agosto e 2 de setembro de 1997 foram entrevistadas 371 vítimas de acidentes em Curitiba, 302 em Recife, 270 em Brasília e 171 em Salvador. Entre os acidentados, 56,8% curitibanos não acusaram o uso de álcool. Em seguida ficaram os motoristas de Recife com 35%, de Salvador com 32,6% e, por último, Brasília onde apenas 22,2% não tinham álcool no sangue. Curitiba sobressaiu, também, pelo uso de capacete entre os motociclistas: 58% usavam o equipamento. Já Salvador apresentou o menor índice.
Carmem chama a atenção sobre os números que envolvem o uso de bicicletas. ‘‘Quarenta e nove e meio por cento das quedas aconteceram com ciclistas, mas só 2,6% usavam capacetes. As bicicletas foram responsáveis, também, por 7,9% dos atropelamentos’’, disse.
Para ela, o ideal seria fazer uma grande campanha junto aos bares da cidade, para que estes também tivessem responsabilidade sobre os seus clientes, seja guardando os carros de quem bebeu demais e chamando táxis. ‘‘Há bares que cobram consumação de até R$ 20,00, o que é um incentivo para que a molecada beba’’, ressaltou.

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