TRÂNSITO - Travessia de risco
Em busca de postos de saúde, creches, escolas e comércio muitos moradores de Londrina são obrigados a atravessar diariamente rodovias localizadas em trechos urbanos. E, mesmo que as vias possuam alguns equipamentos de trânsito, como semáforo e faixa de pedestre, não há garantias de que consigam alcançar o outro lado da via em segurança.
No Patrimônio Heimtal (zona norte), a reclamação é sobre a falta de sinalização na Avenida Ludwig Ernest (continuação da Rodovia Carlos João Strass PR-545 e que dá acesso à PR-323). Segundo os moradores, motoristas abusam da velocidade, desrespeitam a faixa de pedestre e realizam ultrapassagens em locais proibidos. Tamanha irresponsabilidade reflete no cotidiano dos estudantes da Escola Municipal José de Anchieta, que correm o risco de serem atropelados diariamente.
Para muitos moradores do Conjunto Jamile Dequech (zona sul), a necessidade de cruzar a Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445) acontece quando o médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro não aparece. A dona de casa Beatriz Barbosa, que tem um filho de dez meses, conta que na ausência do médico, atravessa a rodovia para ir à UBS do Jardim União da Vitória. Os caminhões correm demais nesse trecho e muitos motoristas não respeitam a faixa de pedestre, criticou.
Nesse trecho, como em outros locais visitados pela FOLHA, há casos de pedestres que desobedecem as leis de trânsito e atravessam a via em locais proibidos, contribuindo para a irritação dos motoristas e aumentando o risco de acidentes.
● As faixas de segurança são geralmente constituídas de retângulos brancos sucessivos transversais à via atravessada; em Londrina a campanha Pé na Faixa busca melhorar a conscientização no trânsito
● Segundo pesquisa realizada ano passado pelo Ministério da Saúde, o atropelamento foi o acidente mais frequente, atingindo cerca de 52% das vítimas com 60 e mais anos e 47% das vítimas com idade até 9 anos
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