Curitiba - Com tecnologia e conceito criados por paranaenses, a lombada eletrônica é um produto ''genuinamente'' brasileiro, que inovou a forma de medir a velocidade e monitorar o tráfego visando auxiliar a fiscalização do trânsito. Quem afirma o pioneirismo é a empresa Perkons, do Paraná, responsável pelos primeiros exemplares da lombada eletrônica que foram instalados em Curitiba, no dia 20 de agosto de 1992. Daqui, o novo modelo foi exportado para outros estados e, em breve, será implantado no Peru.
Segundo levantamento feito pela empresa, no Paraná, dos 282.711.647 milhões de veículos que passaram pelas lombadas eletrônicas da empresa, em 2006, 99,98% estavam dentro do limite de velocidade estabelecido pela sinalização. Já no Brasil, no mesmo período, os 2,3 bilhões de veículos monitorados pelos equipamentos cometeram apenas 1.076.226 de infrações, o que revela um índice de 99,95% de respeito à velocidade regulamentada.
''É um sistema que evita falhas e pode garantir segurança no trânsito, seja nas rodovias ou dentro do perímetro urbano. Nesses 15 anos, as lombadas evoluíram com a tecnologia'', garantiu o engenheiro especialista em trânsito e diretor de Marketing da Perkons, José Mário de Andrade. A empresa possui cerca de 70 equipamentos instalados em Curitiba e nas rodovias federais do Paraná; ao todo são 1,3 mil lombadas em 16 estados. As primeiras ainda se encontram®MDBO¯ ®MDNM¯ nas Ruas Matheus Leme e Francisco Derosso, em Curitiba.
Lançada para susbtituir o quebra-molas e evitar que os carros fossem danificados, a lombada eletrônica passou por uma bateria de testes, durante dois anos, estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
História - As primeiras lombadas não tinham câmeras fotográficas. As câmeras de vídeo só faziam imagens dianteiras dos veículos, só depois incluíram imagens traseiras e de motos, e também não monitoravam os veículos, à noite, porque não tinham flash®MDBO¯®MDNM¯. Se no começo, os primeiros registros eram armazenados no HD do equipamento e um técnico precisava retirá-los pessoalmente, as lombadas passaram a transmitir automaticamente os registros para as centrais e ganhou outras funcionalidades como identificar os carros pela placa e gerar dados estatísticos.
''A grande vantagem das lombadas é a necessidade de se manter a velocidade máxima regulamentada, seja na frente de uma escola ou numa rodovia na altura de uma curva perigosa'', justifica Andrade, lembrando que, há oito anos, existiam lombadas em Londrina, que agora estão desativadas.

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