TRÂNSITO - CMTU unifica limite de velocidade em avenidas
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

O limite de velocidade na Avenida Dez de Dezembro foi unificado em toda a sua extensão. Desde a PR-445 até a BR-369, os motoristas não podem mais ultrapassar os 60 km/h. As placas instaladas no trecho onde a velocidade máxima permitida era 40 km/h e 70 km/h foram substituídas nesta semana pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que decidiu fazer a mudança após estudos indicarem que o limite mais baixo é mais adequado às condições de fluxo daquela via. A unificação deve ocorrer também em outras avenidas da cidade, como a Saul Elkind (zona norte) e a Leste-Oeste (centro).
A mudança na Avenida Dez de Dezembro foi determinada por um estudo técnico da via no qual foi feita a contagem e a velocidade com que trafegam os veículos durante um determinado intervalo de tempo. Na maior parte da avenida, a velocidade máxima permitida era de 60 km/h, mas havia um trecho de 70 km/h e um outro de 40 km/h. "Aquela via é arterial e para esse tipo de via o Código de Trânsito Brasileiro determina o limite máximo em 60 km/h", explicou o diretor de Trânsito da CMTU, Hemerson Pacheco. Vias arteriais são aquelas com semáforos, cruzamentos e tráfego intenso de veículos e que ligam regiões da cidade.
O principal objetivo com as mudanças, destacou Pacheco, é reduzir os acidentes de trânsito. "A Avenida Dez de Dezembro tem um grande número de acidentes com gravidade. Por ser uma pista rápida, tem muitos acidentes de madrugada e nos finais de semana", disse.
"A ideia é que a gente padronize algumas vias da nossa cidade", disse Pacheco. As próximas da lista são as avenidas Saul Elkind e a Leste-Oeste. Na zona norte, o estudo técnico já começou e a expectativa do diretor de Trânsito é que as mudanças comecem a ser feitas entre o final de fevereiro e o início de março. Na região dos Cinco Conjuntos, há trechos onde a velocidade máxima é de 50 km/h e outros de 60 km/h. "Ali há uma grande disputa de espaço entre veículos e pedestres. Se o estudo apontar a necessidade de uma velocidade mais baixa (do que 60 km/h), a gente vai instalar."
BOM SENSO
Além da confusão que provoca nos motoristas, disse Pacheco, a mudança nos limites de velocidade a cada trecho de uma mesma via acaba servindo como justificativa para os motoristas que praticam infrações e se envolvem em acidentes. "Mas os motoristas também têm que ter bom senso. Não é porque a via é padronizada que eles devem andar na velocidade determinada. Em algumas vias, em determinados horários, é preciso trafegar em uma velocidade mais baixa e redobrar a atenção", ressaltou o diretor de Trânsito.
"Por que tem que ter limite de velocidade? Para não atrapalhar as pessoas? Não precisa estipular um limite, o motorista é que tem que ter consciência, assim como o pedestre também, que está muito mal educado. O problema no trânsito não é a falta de sinalização, mas a consciência de cada um. Eu sou motorista, eu vou conforme o fluxo", disse o dentista José Antonio Faidiga.
Morador da zona norte, o zelador Osmar Macedo Soares considera necessária a revisão na sinalização viária da Avenida Saul Elkind em toda a sua extensão. Ele costuma trafegar pela via, mas confessa desconhecer o limite de velocidade permitido por falta de placas com indicações. "Tem lugar que é 50 km/h, tem lugar que é 60 km/h. A gente não sabe. Precisava estipular um limite e fiscalizar porque tem motoqueiro que anda por aqui em alta velocidade. O pessoal abusa. À noite, as motos tiram racha. Precisa mais fiscalização por parte da CMTU", cobrou. "Eu não sei qual o limite, mas ando devagar. Aqui, não passo de 40, 50 km/h."
"Eu não sei qual o limite de velocidade aqui na (Avenida) Saul Elkind. Não tem placa. A sinalização é falha e sempre tem um pessoal que exagera. É difícil ver os agentes de trânsito por aqui", disse o aposentado Antônio Santos. (Leia mais na pág.2)


