Além de prestar um grande favor ao meio ambiente, dar o destino correto ao lixo pode ser tratado com visão empresarial e até gerar lucro. Em Londrina, a Kurica Ambiental promete solucionar a destinação dos resíduos produzidos na cidade e região utilizando ciência e tecnologia.
Ontem, os diretores da empresa apresentaram à imprensa uma área de 2,5 milhões de metros quadrados na Zona Sul da cidade, ao lado do jardim União da Vitória, onde estão sendo construídos um centro de tratamento final de resíduos sólidos. A planta prevê uma central de compostagem, que vai transformar lixo orgânico de grandes geradores, como restaurantes, em adubo para lavouras. Uma outra unidade já está transformando em adubo galhos de árvores e resto de podas.
Além disso, há também a previsão da construção de espaços destinados à armazenagem de lâmpadas e baterias, e destino final para o lixo hospitalar.
No entanto, o tipo de material que deve gerar maior movimento nos pátios da empresa é o resíduo sólido de construções. A estimativa é que, todos os dias, de 800 a mil toneladas de entulho sejam geradas em Londrina. ''Com o tratamento adequado, em vez de ir para o meio ambiente, gerando degradação, esse entulho pode ser reciclado e voltar para a construção civil. É isso que estamos fazendo'', explica o engenheiro civil e doutor em controle de poluição ambiental Fernando Fernandes, responsável pelo estudo de aptidão de área e projeto de engenharia da empresa.
De acordo com o diretor-geral da Kurica Ambiental, Marcello Almeida Oliveira, o investimento inicial no projeto, feito por um grupo paulista, é de R$ 10 milhões inicialmente e deve chegar a R$ 20 milhões. Neste momento, são oferecidos 50 empregos diretos, mas a meta é empregar 400 pessoas.
''Nossa idéia é fazer um centro de triagem, desenvolvendo uma logística para todos os tipos de resíduos. Trataremos o que pudermos e daremos o destino correto para o que não for possível tratar. É importante dizer que o nosso conceito não é de lixão, tanto é que estamos ao lado de um bairro residencial. Os moradores serão os fiscais. Queremos quebrar paradigmas e sermos uma referência para o Brasil'', destacou Oliveira.

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