Cerca de 40 agentes penitenciários da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) protestaram ontem de manhã contra a transferência de cinco servidores para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Curitiba. Além dos transtornos pessoais, os agentes afirmam que as transferências podem comprometer o trabalho na PEM, que foi inaugurada há cinco anos e é considerada modelo no Estado por não ter registrado nenhuma tentativa de fuga ou rebelião.
A primeira transferência solicitada pela Secretaria de Segurança do Estado foi a do agente penitenciário Edmilson Modesto de Camargo, 30 anos, que responde processo administrativo por ter participado do lacre da porta do prédio onde funciona a Comissão do Vestibular Unificado da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em julho do ano passado. Camargo deveria se apresentar na PCE no dia 10 deste mês, mas promete que vai entrar com mandado de segurança. ‘‘Eu participei do protesto na CVU como estudante da UEM e não como agente penitenciário’’, argumentou.
Anteontem, mais quatro agentes penitenciários receberam a portaria de transferência para a PCE. A portaria, segundo o agente Wilson Brasil, tem vigência a partir do dia 1º de junho. Brasil é um dos quatro agentes que foi transferido para Curitiba e não concorda com a decisão. ‘‘Nós temos direito adquirido em trabalhar especificamente em Maringá e não no Estado do Paraná, porque prestamos o concurso público para a Penitenciária Estadual de Maringᒒ, disse. Ele questiona as transferências alegando que atualmente a PEM já está com um número reduzido de servidores. Brasil acredita que a transferência, além de prejudicar o serviço na PEM, também não vai ajudar a PCE. ‘‘O próprio secretário de Segurança do Paraná divulgou que para a PCE apresentar o mínimo de segurança é necessário a contratação de mais 60 agentes, então de nada adianta a PEM enviar quatro ou cinco agentes’’, comparou.
Durante o protesto de ontem, os agentes penitenciários exibiram uma faixa com frases de repúdio às transferências. De acordo com o diretor da PEM, Antonio Tadeu Rodrigues, atualmente a penitenciária conta com 360 presos – capacidade máxima – e 115 agentes. ‘‘Estas transferências não devem comprometer o serviço daqui, mas de qualquer forma, a preocupação existe porque elas (transferências) podem voltar a ocorrer e aí sim o nosso trabalho será comprometido’’, garantiu. Os agentes permaneceram na frente da PEM durante toda a manhã, mas retornaram às atividades normais à tarde.

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