TRANSFERÊNCIA ESCOLAR - Como lidar com a mudança de escola dos filhos?
A expressão um estranho no ninho reflete bem a sensação que acomete uma criança quando ela é transferida para uma nova escola com o ano letivo em andamento. Isso pode acontecer por diferentes motivos, seja pela mudança de residência da família, por um novo emprego dos pais, pela comodidade de acesso que a nova escola proporciona ou pela não adaptação do aluno à escola anterior. Seja como for, a adaptação a um novo meio sempre exige muito esforço por parte da criança e também dos pais, professores e colegas.
Segundo a psicopedagoga Edy Simone del Grossi, o desconhecido sempre amedronta. A gente vive em uma zona de conforto e a primeira coisa afetada quando se sai dela é o estado emocional, alerta. Ela explica que na escola anterior a criança já havia se adaptado à rotina de trabalho e quando há uma mudança de instituição surgem a ansiedade, desânimo, desinteresse, desmotivação, desorientação e preocupação.
Tudo isso afeta a aprendizagem de um modo geral, expõe. Com essa carga emotiva causada pela tensão surgem alterações fisiológicas como dores de cabeça, dores de barriga, calafrios e náusea.
Ana Carolina de Oliveira é mãe de Juliana, Giovana e Fernando Moraes Machado de Oliveira, respectivamente com 10, 7 e 4 anos. Eles estão passando pela segunda mudança de cidade e, segundo a mãe, a primeira foi bastante difícil. Desta vez foi mais tranquilo porque eles estão na cidade e na escola que eles queriam, mas quando mudamos de Rancho Alegre para Douradina (Oeste) foi bastante difícil, relatou.
● O conceito de unir estudantes em um local separado para a aprendizagem existe desde a Antiguidade Clássica; de origem grega, a palavra escola primeiramente significava lazer
● A fisiologia refere-se às múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





