A transferência de seis presos de Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina) para Londrina, no início da semana, e depois para Guaraci (72 km ao norte de Londrina), causou polêmica com o Conselho de Segurança de Jaguapitã. O presidente do conselho, José Henrique Marcelino, está questionando a segurança da delegacia de Guaraci para abrigar esses presos, quatro deles acusados de roubo e formação de quadrilha, e os outros dois acusados de roubo a mão armada.
Segundo Marcelino, os presos seriam ''agitadores'' e há perigo de fuga ou rebelião na delegacia que tem capacidade para 8 a 10 presos e está abrigando 19. ''Eles disseram que, se ficassem lá, naquele espaço pequeno, dariam um jeito de sair'', alertou. Para Marcelino, um ''jogo de empurra'' teria impedido que os presos ficassem em Londrina.
A transferência aconteceu porque foi iniciada uma reforma na delegacia de Jaguapitã, para instalação de mais banheiros e de uma cela feminina, além de aumentar a capacidade de 10 para 20 detentos. A reforma, estimada em R$ 15 mil, está sendo realizado com doações da comunidade e mão-de-obra fornecida pela prefeitura. Segundo Marcelino, dos 19 presos, 13 foram inicialmente transferidos para Guaraci, que estava com a cadeia vazia.
Ontem, o juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, Roberto do Valle, disse que os presos foram transferidos para a cidade sem autorização. ''Londrina também tem problema de lotação. Hoje (ontem) o 2º distrito está com 136 presos'', disse.
Para o juiz de direito da comarca de Jaguapitã, que também abrange Guaraci, Ricardo Mitsuo Abe, a questão está ''solucionada''. ''A transferência é temporária, com um prazo de 20 a 30 dias, e Guaraci está com a mesma estrutura de policiamento de Jaguapitã'', disse.

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