Transferência de Garret é questionada
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quarta-feira, 20 de março de 2002
Telma Elorza Reportagem Local 
Cerca de 20 representantes de entidades civis e públicas de Londrina estiveram, ontem à tarde, na 10ª Subdivisão de Polícia (SDP) fazendo uma manifestação de apoio ao delegado-chefe Gilson Garrett Algauer, que deve ser transferido nesta semana para a Corregedoria de Polícia do Paraná. Entre os manifestantes estavam vereadores, membros do Fórum Permanente e do Conselho Comunitário de Segurança, Centro de Direitos Humanos (CDH), empresários e líderes religiosos. Até a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina de Paula, foi levar sua solidariedade ao delegado-chefe. Garrett se emocionou com o gesto e chorou no discurso de agradecimento que fez. A maioria dos manifestantes ameaçou boicotar a posse do novo delegado, Pedro Colaço, marcada para amanhã se a Secretaria de Segurança Pública não justificar a transferência.
Para os manifestantes, a transferência do delegado sem a consulta prévia a comunidade foi classificado como um gesto autoritário e lamentável, visando desestabilizar um movimento organizado em prol da segurança pública. Para vereadora Elza Correia, membro do Fórum Permanente de Segurança, a decisão da secretaria foi um golpe na luta pela segurança de Londrina. Dr. Garrett era um aliado nessa luta. Com seu trabalho, ganhou a confiança e a credibilidade da comunidade. E não é mudando um delegado que vão resolver o problema, afirmou.
Para a promotora Édina de Paula, a transferência do delegado foi vista com preocupação. Dr. Gilson está sendo punido por causa de uma briga entre a Secretaria e o poder judiciário. Só que segurança pública não é brincadeira e não podemos deixar que questões menores interfiram, disse.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Ivo de Bassi, disse que entidade e o Fórum Permanente vão elaborar um documento pedindo a revogação da transferência de Garrett. Principalmente porque o secretário havia se comprometido com a sociedade organizada a consultá-lo se houvesse troca de comando, afirmou. Para ele, a medida foi política. A gente não mexe em time que está ganhando. E a saída do delegado-chefe não significa apenas a saída de Garrett, mas também a do delegado-adjunto e dos delegados-operacionais, que são funções de confiança, explicou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, classificou a manifestação de apoio ao delegado de Londrina como gratificante. Segundo ele, o carinho dispensado à Garrett mostra que ele honrou a instituição e serviu a comunidade como devia. São demonstrações como essa que deixam qualquer pessoa orgulhosa. Tem delegado que, quando é transferido, a cidade faz manifestação para que vá embora ainda mais rápido, brincou.


