O primeiro dia do vestibular de inverno na Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi considerado um dos mais tranquilos. Segundo o presidente da Comissão do Vestibular Unificado da UEM, João César Guirado, as equipes médicas que ontem estiveram de plantão nos locais das provas nem foram acionadas. O número de candidatos deste ano aumentou para 11.446 contra 9.820 no ano passado. Neste ano 23,5% dos inscritos são de outras cidades e Estados e o restante é de Maringá e região. No primeiro dia deste vestibular o índice de ausência foi baixo: apenas 3,51%.
As provas foram realizadas nos Colégios Regina Mundi, Marista, Rodrigues Alves, Gastão Vidigal, Santo Ignácio, Instituto de Educação e no câmpus da UEM, onde havia uma sala para candidatos especiais. Estavam previstos só dez candidatos para a sala, mas na última hora acabamos recolhendo duas moças de outras cidades que chegaram apavoradas, no horário certo, mas em local errado. Elas viram seus nomes nas listas, anotaram o bloco e deduziram que seria no câmpus, quando deveriam ter ido para outros locais.
ProvasAs provas de Redação, História e Geografia começaram às 8 horas e terminaram ao meio-dia. Os gabaritos foram divulgados às 14 horas. A prova de redação foi considerada fácil e com temas interessantes. O primeiro foi ‘‘Releição Infla Verba Publicitária’’, e o outro tema ‘‘Redução de Maioridade Penal’’. A professora Marilurdes Zanini, coordenadora da banca de Avaliação de Redação do Vestibular da UEM, diz que a prova deve ter sido considerada fácil. ‘‘Quando eles consideram difícil demais, deixam as salas bem antes do horário determinado. Nesta prova a maioria ficou até quase o término e não ouvi comentários pessimistas’’, conta a professora.
Muitos disseram ter gostado dos temas. A candidata ao curso de Medicina, Lígia Marchese, 17 anos, que mora São Paulo, diz que as provas de História e Geografia foram bem distribuídas, a matéria equilibrada e que o tema da redação sobre reeleição foi muito ‘‘bem escolhido e bem claro’’, facilitando a dissertação. ‘‘Escrevi que em vez de tentar influenciar o povo, prometendo muito e até iludindo os mais carentes, os políticos deveriam, depois de eleitos, gastar verbas para pagar suas promessas de campanha’’, revela.

mockup