Crianças felizes, como Ana Caroline, de 7 anos. Mães tranquilas, como Roseli Luzia França Tormena, que teve disposição para ter mais dois filhos. Ambas frequentam a APSDown desde que a garota nasceu. ''Aqui recebi todo o apoio, e minha filha começou muito cedo a ser estimulada. Se não fosse isso, acho que estaria perdida. Foi uma grande força para que seguíssemos em frente'', conta Roseli.
Com Márcia Gonçalves Cardoso, mãe de Robson Ramalho Cardoso Junior, de 24 anos, não foi diferente. A família veio de Curitiba há seis anos, onde ele já recebia atendimento especializado. ''Fomos muito bem recebidos. O Robson se dá bem com todo mundo aqui, e quando precisamos ir embora mais cedo, ele vai brigando comigo.'' Márcia acredita que se o filho não estivesse ali, provavelmente estaria ocioso em casa. O que se vê, porém, é um garoto simpático e carinhoso, que aceita dar um tempo nas brincadeiras apenas para uma rápida foto.
Do outro lado da cidade, na Escola Municipal Maestro Andrea Nuzzi (Zona Sul), encontramos Wiliam Shibayama, de 11 anos, aluno da 2 série do ensino fundamental. A escola, que nunca havia trabalhado com um portador da síndrome, o recebeu no ano passado, com apoio da APSDown. No início, a professora Denise da Silveira Busato confessa que ficou assustada. Com o tempo, o sentimento se transformou em uma agradável surpresa. ''O Wiliam é extremamente inteligente, afetivo, capaz de compreender tudo, só que de acordo com o ritmo dele'', elogia. (S. L.)

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