Tranquilidade marca eleição para reitor da UEL
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quarta-feira, 24 de abril de 2002
Telma Elorza Reportagem Local 
Com uma boa participação de servidores e professores e uma presença tímida dos estudantes, a comunidade universitária foi às urnas ontem para escolher o novo reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A votação, marcada pela tranquilidade, começou às 6h30, no Hospital Universitário e se estenderia até às 23 horas, no mesmo local.
Segundo informações da Comissão Eleitoral, para vencer a eleição em primeiro turno, o candidato deve ter 50% mais um dos votos válidos apurados. De acordo com Rosa Abelin, integrante da comissão, se isso não acontecer, os dois mais votados disputarão o segundo turno no dia 14 de maio. O nome do vencedor encabeça, então, a lista tríplice que será apresentada ao governador Jaime Lerner (PFL). Ele provavelmente confirmará no cargo a escolha da comunidade acadêmica, explicou.
Uma parcial feita às 16 horas, pela Comissão Eleitoral, apurou que haviam votado 61,28% dos docentes, 63,73% dos funcionários e apenas 17,49% dos estudantes. As 44 urnas começariam a ser apuradas na sequência, no Núcleo Esportivo. Essa é a 8ª eleição para reitor na história da universidade. Cerca de 20 mil pessoas entre professores, funcionários e alunos estavam aptas a participar da eleição, um número de eleitores superior a de 60% dos municípios do Paraná.
O primeiro dos três candidatos a comparacer ao local de votação foi Lygia Pupatto. Ela votou por volta das 8h30, no Centro de Ciência Biológicas (CCB). Lygia estava otimista com o resultado. Temos uma expectativa muito grande de que a gente possa vencer já no primeiro turno, disse. Segundo ela, a receptividade de sua candidatura estava excelente. O clima está muito bom e, apesar de não termos pesquisas que comprovem, estou sentindo que podemos ganhar, garantiu.
O candidato Carlos Roberto Appoloni também acreditava que iria vencer já no primeiro turno da eleição. Ele votou por volta das 8h50, no Centro de Ciências Exatas (CCE). Segundo Appoloni, a comunidade vinha demonstrando, principalmente nos últimos dias, uma grande receptividade para sua campanha. De acordo com ele, o pequeno período que os candidatos tiveram para promover suas plataformas pode atrapalhar um pouco. A eleição acontece no último mês de aulas do segundo semestre de 2001; todo mundo está empacotado. Isso dificultou a participação um pouco de alunos nos debates, por exemplo, explicou.
O terceiro candidato, César Caggiano dos Santos, votou por volta das 9h15, também no CCE. Ele é o único que aposta em um segundo turno. Segundo Caggiano, 15 dias de campanha não foram suficientes para divulgar suas propostas. Ainda temos algum setores que temos que trabalhar melhor. Mas, pelas avaliações que temos feito, estamos otimistas, disse. Caggiano integrava o Comando de Greve que paralisou as atividades de três das cinco universidade estaduais por cerca de seis meses. Mas ele disse que não está preocupado que o governador vete seu nome, caso encabece a listra tríplice. Eu acredito que o governo respeitará a vontade da comunidade, garantiu.


