Pouco mais de 40 dias após o acidente que matou Bruno Cordeiro, 23 anos, e Valquíria Adriana Eugênio, 24, familiares e amigos voltaram a manifestar a dor da perda e também o desejo de justiça. O casal, que trafegava de moto pela Avenida João Carlos Strass (zona norte) foi esmagado por um carro que caiu do viaduto examente sobre Bruno e Valquíria na madrugada do dia 22 de abril.
O acidente foi lembrado ontem à tarde durante um manifesto organizado por Terezinha Pereira da Silva, tia de Bruno. ''É para não ficar no esquecimento'', diz Terezinha, que conseguiu reunir principalmente os amigos do casal em frente ao Centro Cultural da Zona Norte.
''Foi uma fatalidade, mas mostra a grande violência que é o trânsito, com gente sem preparo que se apodera do volante'', reflete Terezinha. ''Não é só a nossa dor, todo dia tem uma violência no trânsito'', completa. ''E a gente sabe que ninguém vai preso'', diz Sidney José Cordeiro, pai de Bruno. ''Queremos justiça'', apela Cordeiro.
''Meu sobrinho estava vindo do trabalho'', lembra Terezinha. Eram cerca de 23h45 do dia 22 de abril e Bruno, como fazia todos os sábados à noite, estava voltando para casa após o expediente. Um pouco antes ele havia passado na casa da sogra para buscar a esposa, que havia ido à igreja junto com a mãe. O casal foi surpreendido pelo Astra conduzido pelo repórter policial Dans Barreira, que caiu do viaduto da Avenida Brasília (sentido Ibiporã-Londrina). Antes de cair e atingir o casal, o carro havia batido em uma outra moto conduzida pelo mototaxista Vaine Sérgio Soares, que ficou ferido. Barreira também ficou ferido, foi hospitalizado e passou por uma cirurgia.
Bruno e Valquíria eram casados há dois anos e não tinham filhos. Ele era operador de máquina, ela secretária. O acidente tem sido lembrado, principalmente na Zona Norte, como ''a tragédia do viaduto''. Nas faixas dos manifestantes, pedidos de providências e apelos para o Ministério Público.

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