TRAGÉDIA - 'A pior enchente da história de Londrina'
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - As chuvas que caíram no fim de semana resultaram na pior enchente da história de Londrina. A afirmação é do comandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Jorge Luiz Pereira. ''O volume de chuva foi muito grande. Tivemos vários pontos de alagamento, com a necessidade de interromper o fluxo do trânsito em alguns pontos e com a água invadindo algumas casas'', afirmou. Segundo o Simepar, em três dias choveu ao equivalente a um mês na cidade. Pelo menos uma pessoa morreu. O Lago Igapó (Área Central) transbordou e a água invadiu as ruas e avenidas próximas. Casas foram atingidas pela enxurrada.
O tenente-coronel Pereira destaca que o assoreamento do Lago Igapó, que possui apenas dez centímetros em alguns de seus pontos, foi determinante para a sobrecarga de córregos e contribuiu para as enchentes. O entupimento de bueiros com entulhos e o subdimensionamento das galerias pluviais foram outros fatores destacados pelo comandante para os alagamentos.
O Secretário de Defesa Civil de Londrina, Joaquim de Melo, informou que houve 42 pontos de alagamento na cidade. Foram realizadas 14 vistorias em residências, tomadas pelas águas, com infiltrações ou em situação de risco. Além disso, cinco fossas desabaram e o muro de duas residências não resistiram. Cerca de 80 pessoas foram removidas de suas residências. ''Desse total, cerca de 70 são índios que estavam no Centro Cultural Kaingang, na Zona Sul'', destacou. Eles foram levados ao Ginásio Moringão e depois foram realocados em outros pontos da cidade.
Os soldados do Corpo de Bombeiros auxiliaram na remoção de vítimas ilhadas em fazendas, patrimônios e até em veículos. Tenente-coronel Pereira contou que só em Londrina foram destacados 120 homens do Corpo de Bombeiros que se associaram ao efetivo da Guarda Municipal que atuam na Defesa Civil.
O comandante alertou aos moradores que evitem realizar reparos sozinhos. ''Recomendamos que as pessoas realizem mutirões com a vizinhança, priorizando as casas mais atingidas e sempre realizando o conserto de uma casa por vez'', orientou, pois não é possível mensurar os riscos apenas com uma inspeção visual.
Melo destaca que as pessoas que tiveram suas casas atingidas pela chuva e que precisem de uma avaliação de risco podem ligar para o telefone da Defesa Civil (199) para que uma equipe de engenheiros e técnicos possa avaliar o risco.
Ele destaca que os alagamentos atingiram toda a cidade, principalmente as regiões mais baixas, mas afirma que a situação permaneceu sob controle. ''Vamos fazer uma avaliação para ver se decretamos um estado de emergência.'' Ele não soube contabilizar quantas árvores caíram ou quantas casas ficaram destelhadas.
Água e luz
A chuva afetou a rede de energia elétrica e, segundo a assessoria de imprensa da Copel, cerca de dez mil pessoas ficaram sem luz. A assessoria de imprensa da Sanepar informa que a captação de água não foi prejudicada pela turbidez da água no Tibagi, mas houve desbarrancamento no Jardim Nova Olinda (Zona Norte) e faltou água no sábado na região do Conjunto Parigot de Souza. Na região do Conjunto Lindóia, Zona Leste, ainda está faltando água, mas a rede será reparada hoje.
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