Tráfico teve prejuízo de R$ 6,5 mi, diz Denarc
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sábado, 09 de janeiro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O Núcleo Londrina da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), responsável pelo combate ao narcotráfico em 88 municípios das regiões Norte e nordeste do Estado do Paraná, divulgou o balanço de apreensões de drogas, armas, veículos e presos em 2015. No ano passado foram apreendidos 1.127 kg de maconha, 156 kg de cocaína, 270 kg de crack, 150 kg de ecstasy, 10 armas, 23 veículos e foram presas 150 pessoas. Em 2014 foram apreendidos 2.856 kg de maconha, 182 kg de cocaína, 216 kg de crack, 296 kg de ecstasy, 2 armas, 37 veículos e foram presas 86 pessoas.
O prejuízo estimado aos traficantes em 2015 foi de R$ 6,56 milhões de reais, contra os R$ 12,85 milhões no ano passado. De acordo com o delegado da Denarc, Lanevilton Theodoro Moreira, os resultados de 2015 foram positivos. Ele destacou que o maior número de investigações que conduziu em 2015 teve como foco de atuação indivíduos envolvidos com o tráfico de cocaína e crack. "O Denarc não se limita a apreensão de drogas e respectivos transportadores. Toda a nossa dedicação está voltada à desarticulação de organizações criminosas que praticam a traficância em maior ou menor escala", ressaltou.
O delegado destacou que não houve priorização das investigações em relação a um tipo de droga específico. "Quando se lança na investigação de traficante de drogas não há como saber qual será a substância que iremos encontrar, se será A, B ou C. Só durante os procedimentos investigatórios verificamos que em determinado momento uma quadrilha está se dedicando mais a comercialização de um tipo específico de droga em detrimento de outro. Por isso que os números são variáveis ano a ano", afirmou.
Segundo ele, Londrina hoje não pode ser considerada um centro de distribuição de drogas e destacou que a droga comercializada em Londrina tem origem na Bolívia, Peru e Colômbia e chega ao Estado via Paraguai e Mato Grosso do Sul.
Ele expôs que o Núcleo Londrina tem deixado o papel de combate ao microtráfico à Polícia Militar para que não haja desperdício de esforços, já que se atuasse nesse combate haveria o risco de duas equipes estarem trabalhando no mesmo caso. "Nós temos nos dedicado ao combate ao macrotráfico. Nos últimos anos inúmeras quadrilhas foram desmanteladas por nós e os números apresentados indicam isso", declarou.


