Tráfico pode dar até 12 anos de prisão
Curitiba - A última prisão relacionada ao tráfico internacional de humanos, no Paraná, ocorreu no dia 19 de abril, quando uma mulher de 50 anos foi detida ao tentar embarcar duas brasileiras para a Espanha. A mulher era paulista e morava no centro de Curitiba. Segundo a Polícia Federal, as mulheres passariam a trabalhar para uma brasileira conhecida como Priscila, ex-prostituta, que coordenaria atualmente os programas sexuais de um grupo de brasileiras.
A agenciadora presa, identificada como Anna M. T. P., bancou as despesas de ida das brasileiras para a Espanha. Elas teriam de pagar as passagens com depósitos bancários mensalmente. A mulher foi presa no Aeroporto Internacional Afonso Pena. Anna responde inquérito por crime de tráfico internacional de pessoas, tipificado na Lei Federal 11.106, de 28 de março de 2005, artigo 231.
Uma das mais famosas agenciadoras presas no Paraná foi Mirlei de Oliveira, de 50 anos. Ela era conhecida como Baronesa do Sexo e foi presa em setembro de 2004, acusada de tráfico de drogas, extorsão, lenocínio (fomentar a prostituição), manutenção de escravas brancas. Mirlei foi condenada e cumpriu prisão. Hoje, livre novamente, ela diz que resolveu mudar de vida.
A pena prevista para o crime de tráfico internacional de pessoas é de três a oito anos de reclusão e multa. Na forma qualificada, a pena é de quatro a dez anos de reclusão e multa. Se houver emprego de violência, grave ameaça ou fraude, a pena é de cinco a doze anos de reclusão e multa.(L.P.)





