De acordo com o professor Mário Sérgio Lepre, lobby é a representação política de interesse em nome de clientes identificáveis. ''Fazer lobbying consiste em fazer 'pressão', trazer argumentos, tentar convencer os decisores políticos de que determinada legislação em tramitação no Congresso Nacional deve conter este ou aquele dispositivo, o qual serve aos interesses dos clientes'', explicou.
Qualquer profissional pode atuar como lobista; basta ter contatos com o mundo político, compreender a burocracia e saber com quem conversar. Ter contatos e informações sobre os projetos de interesse dos governos nacional e estaduais também é de fundamental importância para a assessoria de clientes.
Lobby já é uma atividade legal e regulada na Europa e nos Estados Unidos, onde lobistas são autorizados a defender determinadas causas junto ao Legislativo e, em alguns casos, ao Executivo. É uma atividade aberta, sem proximidade com o tráfico de influência, que é crime.
''No modelo americano, mais liberal, os interesses de grupos e indivíduos são respeitados. Para os americanos, é muito mais razoável que cada um defenda o seu interesse e do somatório de interesses se formará a vontade coletiva'', descreveu Lepre, citando o exemplo da imprensa americana, a qual toma partido e declara seu apoio em editorial nas eleições presidenciais.
''Diferente do Brasil, onde qualquer um que esteja vinculado a determinados interesses é mal visto. Tanto é assim que as doações para campanhas políticas são feitas indistintamente para todos os candidatos'', comparou o professor. Para ele, neste modelo, o lobby floresce na penumbra, mas existe e funciona. (M.G.)

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