C.R.D, 33 anos, apontado pela polícia de São Paulo como um dos maiores traficantes do País, foi preso, no bairro Champagnat, em Curitiba, na manhã de ontem, onde morava em um apartamento de luxo. Segundo a polícia, ele movimentaria 500 quilos de cocaína por mês, além de ser responsável pela entrada de 30% de drogas que seguem para o Rio de Janeiro. Além de atuar no tráfico carioca, a quadrilha que coordena também atuaria em Taboão da Serra, São Roque, e na zona sul da capital paulista.
"Parte do abastecimento de droga do Rio de Janeiro é feita pela quadrilha dele", comentou o delegado-chefe da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba, Luiz Carlos de Oliveira. O policial do Paraná foi contactado pelo delegado Ferreira Neto, do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo, para ajudar a prender o traficante, que escolheu Curitiba para se esconder, há mais de um ano.
"Ele apenas residia em Curitiba. No apartamento, não foi encontrada droga alguma porque é o modus operandi dele. Ele jamais pega ou se aproxima da droga", explicou Oliveira. Ferreira acredita que não há ramificações da quadrilha do traficante paulista em Curitiba, mas a polícia do Paraná já avisou que se houver alguma vertente da quadrilha na Capital, será investigada.
D. morava com uma mulher e fingia ser um vendedor autônomo de carros. A polícia apreendeu na garagem dele um veículo modelo Land Rover, um Mini Cooper, uma caminhonete Rave 4 e uma motocicleta Harley Davidson. Os veículos foram avaliados em R$ 600 mil. Os veículos eram usados em viagens a São Paulo, onde D. faria contatos constantes sobre negócios do tráfico de drogas.
Embora D. afime à polícia ser apenas inquilino no apartamento de luxo, os policiais acreditam que o imóvel seja realmente de propriedade do traficante. A polícia paulista investiga a quadrilha de D. há cerca de oito meses e afirma já ter prendido mais de uma dezena de integrantes.
A droga, segundo D., viria de países que fazem fronteira com o Brasil. Ele teria ligações com cartéis na Bolívia e na Colômbia e não teria sido confirmada qualquer informação com facções criminosas brasileiras. D. deve ser transferido para São Paulo em breve, mas a polícia não divulgou a data por motivos de segurança. A mulher que morava com suspeito foi ouvida e afirma não saber do envolvimento do namorado com o tráfico. D. não quis comentar o assunto com a imprensa.

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