Traficante de SP é presa em Londrina
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Érika PelegrinoReportagem Local 
Uma integrante de uma quadrilha de traficantes nigerianos que atua em São Paulo (SP) foi presa ontem pela Polícia Federal em Londrina, após despachar através de uma empresa aérea de encomendas, 550 gramas de cocaína para Johnnesburgo, na África do Sul.
Claudia Bueno da Silva, 28 anos, viajou de São Paulo, onde mora, para despachar a droga em Londrina. A cocaína foi acondicionada em 14 novelos de linha colocados, junto com outros aviamentos de costura, em uma caixa e despachados pela empresa aérea de encomendas, ontem entre 9h50 e 10 horas. Para fazer a remessa, ela pagou uma taxa de R$ 350,00 e foi embora.
Segundo o delegado da PF, João Luiz do Prado, o funcionário que a atendeu estranhou o fato de a mulher gastar tanto dinheiro para mandar linha para a África do Sul. O pacote foi então levado para a Polícia Federal, que encontrou a droga nos novelos.
Com a descrição da mulher, os investigadores a encontraram, por volta das 11 horas, na rodoviária de Londrina onde embarcaria de volta para São Paulo. A PF acredita que ela seja uma das integrantes de uma quadrilha de nigerianos que atua em São Paulo.
Esta foi a quarta vez que a quadrilha utilizou empresas aéreas de encomendas do Paraná para enviar drogas para a África do Sul. Em novembro do ano passado, Claudia Bueno da Silva, despachou cocaína duas vezes de Curitiba. Em dezembro, ela veio para Londrina, de onde mandou a droga.
No ano passado uma ação semelhante foi interceptada pela Polícia Federal em Maringá. A cocaína seria mandada também para a África do Sul. A PF suspeita que seja a mesma quadrilha. Na ocasião, apenas a droga foi pega. Segundo o delegado da PF, Claudia Bueno da Silva afirmou que vinha para o interior despachar a droga, por acreditar ser menos suspeito. A droga era comprada em São Paulo e apenas despachada do Paraná.
A mulher foi presa em flagrante e irá responder processo por tráfico de drogas. A pena é de 3 a 15 anos de prisão, podendo ser acrescida de 1/3 a 2/3 em caso de tráfico internacional. Ela deverá ficar presa no 2º Distrito Policial de Londrina.


