Tráfego intenso na Zona Sul irrita motoristas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de setembro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A criação de universidades, a presença do shopping center e o aumento do número de imóveis são investimentos que trouxeram desenvolvimento para a Zona Sul de Londrina. Mas acabaram causando também problemas para o trânsito da região, com intenso aumento de tráfego, principalmente no viaduto da PR-445 com o final da Rua Madre Leonia Milito.
O fluxo de veículos no trecho registrou aumento de 70% nos últimos três anos. O índice é bastante superior ao crescimento geral de 21% causado pelo aumento da frota, no mesmo período. Os números são do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). O efeito, no entanto, estende-se para áreas próximas. Um exemplo é o cruzamento da Avenida Higienópolis e Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, onde sempre há bastante movimento. As queixas de motoristas e pedestres são constantes.
Para o funcionário de firma de detetização Cleuton de Araújo, 44 anos, a abertura das faculdades na Zona Sul deixou o trânsito na região das avenidas Higienópolis e Madre Leonia um pouco mais complicado. ''Moro no Quinta da Boa Vista e passo sempre por aqui. Acho que a solução seria mexer no tempo do sémaforo aqui do Iate Clube, para liberar mais o tráfego'', opinou.
O funcionário do departamento comercial de uma emissora de rádio da cidade, Otair Evaristo Gomes, 46, relata que os congestionamentos são comuns nas duas avenidas. Para ele, a maior culpa pelos problemas de trânsito é dos motoristas e pedestres. ''Falta conscientização dos motoristas. Os motoqueiros, por exemplo, andam sempre 'costurando' nos congestionamentos. É um risco. Se cada um se conscientizar, o trânsito pode melhorar'', arriscou.
Os horários de pico de manhã e no final da tarde são apontados pelo representante comercial Manoel Reis Gomes, 42, como as principais dificuldades no trânsito da cidade. Segundo ele, o trânsito na Higienópolis é complicado principalmente após as 17h45. ''Também é difícil de circular na Madre Leonia, no caminho para o shopping (Catuaí)'', ressaltou.
A mesma dificuldade é indicada pelo contador Ivan Nunes, 42. Como sempre vai para o Iate Clube, ele não tem como escapar do tráfego intenso. ''Desde a Higienópolis há congestionamento. Também na (avenida) Harry Prochet o trânsito é difícil'', declarou.
As queixas, porém, não são exclusividade dos motoristas. Os pedestres também enfrentam problemas com os congestionamentos, especialmente para atravessar vias bastante movimentadas. As estudantes Gabriela Tomé da Silva e Letícia Carolina Gallo, ambas de 16 anos, acreditam que a culpa é da falta de fiscalização. ''Não tem guarda nas ruas mais movimentadas. Fica difícil atravessar'', reclamou Gabriela. Para Letícia, a falta de conscientização dos motoristas também é um problema. ''Mesmo com o sinal fechado, tem motorista que ameaça avançar quando a gente ainda está na faixa'', denunciou.
Para o estudante Renato Marques de Oliveira, 16, que passa diariamente pela Avenida Higienópolis, o aumento do fluxo provocado pela abertura das faculdades também deixou o trânsito mais difícil. ''Passo todo dia aqui. Está ficando bastante arriscado cruzar a avenida por causa do movimento'', constatou.


