Tráfego intenso e com pontos de lentidão
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - É a partir do início das aulas que os londrinenses têm a impressão que o ano realmente começou. Isso por conta da movimentação de estudantes, mas principalmente pelas mudanças no trânsito com o aumento de veículos. Não é para menos. Ontem de manhã, cerca de 60 mil alunos da rede estadual retornaram para a sala de aula, além dos mais de 13 mil da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e 42 mil da rede municipal, que voltaram na semana passada.
Nas ruas, isso reflete uma margem de aumento de 20% a 30% de veículos no tráfego diário. Segundo o major Arnaldo Sebastião, diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), não se pode considerar esse número com base nos 340 mil veículos registrados até o final do ano no município. "Há uma variação muito grande, pois também tem os carros que vêm de fora, além da aquisição diária de novos veículos", disse, sem citar números.
A FOLHA percorreu as vias de acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL) zona oeste - no horário de almoço e constatou uma lentidão na Avenida Aniceto Espiga, na altura do pontilhão. "Está lento e complicado; devido às obras (duplicação da PR-445) os desvios ficaram longe. Estou gastando quase o dobro do tempo para chegar", comentou Maurício Shimizu, motorista de van, que faz o transporte de universitários.
Também não foi novidade encontrar alguns condutores perdidos. "Estou atrasado para buscar minha filha, já percorri dois caminhos e ainda não consegui chegar à UEL", comentou um motorista apressado.
A estudante Rubia Galo achou que encontraria parte da obra finalizada para o início das aulas. "Antes, o retorno ficava a 200 metros e agora, só a 1,5 km."
Segundo o diretor de Trânsito, apesar da lentidão e do trânsito afunilado, a CMTU não registrou nenhum problema ou reclamação fora da normalidade.
Confuso
Na Avenida Duque de Caxias, o trânsito dos veículos ficou prejudicado pela recente alteração que permitiu a volta das vagas de estacionamento na pista à esquerda, entre as 9 e 16 horas. Sem a sinalização horizontal, muitos motoristas ficam confusos. Quando eles se deparam com um carro estacionado à frente, buzinam para reclamar. Ao tentar entrar na única faixa de rolamento autorizada para o fluxo de veículos (ao centro), os veículos se afunilam e tudo fica truncado. Isso porque a pista à direita é exclusiva para o transporte coletivo e para os táxis.
Apesar de circular constantemente pela região, o vendedor Almir Pizzaia disse que estranhou a sinalização. "Me confundi ao ver a placa, pois achei que o estacionamento fosse proibido entre 9 e 16 horas", alegou, informando que optou por deixar o carro na Rua Goiás. A reportagem constatou que em 20 minutos, mais de 30 carros se confundiram com a sinalização.
Para o mototaxista Márcio Fernandes, é preciso paciência. "Muita gente ainda não sabe da mudança, mas devagar a população vai se acostumando", analisou. Para ele, a prefeitura deveria manter agentes de Trânsito para orientar os motoristas.
Para Sebastião, ainda é cedo para fazer uma avaliação sobre a mudança. "Quase ninguém está estacionando na via porque não houve muita aceitação por parte dos motoristas, principalmente perto da Avenida Celso Garcia Cid", afirma, ressaltando que o impacto deverá ser avaliado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). (Colaborou Vitor Ogawa)


