TRADIÇÃO CIRCENSE - Quando o sinaleiro vira picadeiro
Houve um tempo em que as atrações do circo eram divulgadas pelos alto-falantes, que percorriam toda a cidade. Era a chegada de uma das grandes diversões de adultos e crianças, que mesmo habituadas às trapalhadas dos palhaços e às habilidades dos trapezistas e malabaristas, não deixavam de se emocionar a cada sessão.
Hoje está cada vez mais difícil levar os filhos a um espetáculo. É nesta hora que entram em ação os artistas de rua, conhecidos como "artistas de sinal". Profissionais, só que sem carteira assinada, eles fazem dos semáforos um picadeiro improvisado, com curto tempo de duração.
Além da prática ser o ganha pão de muitos desses artistas, eles também desempenham um papel fundamental para as tradições circenses. "O trabalho deles é um estímulo para que a sociedade veja algum número circense. O circo é uma atividade de lazer, mas também é uma profissão. Além disso, a presença deles na cidade proporciona uma troca de experiências muito rica com demais artistas locais", comenta o diretor da Escola de Circo de Londrina, Sérgio Oliveira.
A arte dos profissionais de sinal também revela a visibilidade que a Escola de Circo tem mundo afora. Os entrevistados para essa matéria estão há pouco tempo na cidade e foram atraídos pelo curso profissionalizante ofertados gratuitamente na instituição.
E são sob olhares interessados ou até de desdém que eles demonstram o que vêm aprendendo na prática. A menina do sorriso fácil é do Chile e veio a Londrina acompanhada pelo namorado. Loreto Mejías, de 18 anos, aprendeu as técnicas com o companheiro Alonso Mejias, 20. Eles percorrem cidades e até países ganhando o sustento com malabares e ilusionismo. "Não temos o estilo de vida da maioria das pessoas, mas fazemos o que gostamos e temos essa liberdade de conhecer um pouco de cada lugar", diz o jovem.
O circo, como o conhecemos hoje, só começou a tomar forma durante o Império Romano. No Brasil, as primeiras companhias de circo surgiram no começo do século 19, vindas da Europa
Arte cênica de entreter e sugestionar uma audiência criando ilusões que confundem e surpreendem por darem a impressão de que algo impossível aconteceu, como a leitura da mente e desafios às leis da lógica e da física
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





