TRADIÇÃO - Clubes resistem ao tempo e às dificuldades
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quarta-feira, 02 de agosto de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba O que fideliza os sócios de clubes? Definitivamente é a diversidade de atrativos que oferecem para seus clientes e a busca incessante em agradá-los. Porque concorrência existe e não é só entre eles. Os shoppings, barzinhos, cinemas ganharam terreno nos negócios do entretenimento, nos últimos tempos. Some a isso o fato do orçamento familiar ter ficado mais enxuto com o advento de novos consumos tecnológicos, como os aparelhos e contas de celular muitas vezes, para todos os integrantes da família. Por isso, encontrar clubes bem-sucedidos, com a vida finaceira equilibrada e carteira de sócios gorda, não é tão fácil assim. Mas há.
O Santa Mônica Clube de Campo é um bom exemplo. O estabelecimento, que funciona há mais de 40 anos, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, dispõe de cerca de 73 hectares, com área de mata nativa, quatro lagos e 9 mil sócios. ''Nos últimos quatro anos, ganhamos mais sócios do que perdemos. No momento, estamos com as contas equilibradas, mantendo as instalações do clube e mais de 350 empregos diretos'', disse o diretor de Marketing, Jairo Palma Almeida.
A infra-estrutura do Santa Mônica oferece atrativos para ninguém botar defeito: 19 quadras de tênis, duas piscinas, nove campos de futebol, campo de golfe, três ginásios esportivos, academias, 70 churrasqueiras, entre outros. O clube também criou o programa ''Vida Rural'' para os sócios urbanos que desejam plantar hortaliças para consumo próprio. ''Também somos o único que mantém a tradição dos bailes carnavalescos.''
O Clube Curitibano é um dos mais tradicionais da cidade. Faz 124 anos que foi fundado pelo Barão de Cerro Azul. Lá, só sopra o vento da bonança e o clube não sabe o que são problemas financeiros. ''Para nós nunca foi difícil porque sempre oferecemos uma diversidade de atividades esportivas, sociais e culturais. Os pais sempre nos procuram quando querem colocar os filhos para praticar esportes, porque dispomos de 24 modalidades olímpicas'', informa o presidente do clube, Manoel Diniz, acrescentando que o Curitibano tem 12 mil sócios titulares e cerca de 20 mil, contando com os familiares.
''Posso acrescentar que o sucesso do clube está aliado a administrações bem-sucedidas'', afirma Diniz, dizendo que para os jovens o porte do clube possibilita promover shows com artistas de renome e festividades.
Já o Sociedade Thalia, com mais de 4,5 mil sócios, e também 124 anos de existência, o orçamento é equilibrado com o acesso diferenciado às sedes do clube, ao longo do ano. ''Quando aqui na cidade cai a frequência dos sócios, aumenta o aluguel dos chalés nas sedes na praia de Guaratuba e na fazenda em Tarumã'', explica o gerente geral do clube (de origem alemã), Rui Ceschin.


