TRADIÇÃO - As máquinas que viraram relíquias
Com a mesma velocidade com que surgem, as inovações tecnológicas ficam ultrapassadas. Algumas, porém, resistem ao tempo. É o caso das máquinas de escrever, até hoje utilizadas em alguns escritórios, principalmente os de contabilidade, de advocacia e clínicas. Embora sejam grandes, pesadas, nem um pouco práticas na hora de corrigir os erros e com teclas que exigem força nos dedos, elas têm defensores ferrenhos. Entre eles está Gervásio Gonzalez, 73 anos, que comercializa e conserta máquinas de escrever há 40 anos em Londrina. Ele revela que ao contrário dos novos equipamentos, que vão perdendo o valor com o passar do tempo, máquinas mais antigas viram relíquia, e não sucata. Entre as vantagens, ele cita o fato destas engenhocas não dependerem de energia elétrica e não haver risco de perder todas as informações devido a uma pane. Para o comerciante é preciso voltar a valorizar as máquinas de escrever. Jogá-las fora é um crime, afirma. Para quem está acostumado a computadores e telefones celulares que fazem de tudo, as antigas máquinas chegam a causar espanto. Foi o caso do estudante de Ciências Contábeis Sidiomar Fernandes da Cruz, 23 anos, que sentou-se pela primeira vez diante do equipamento há três anos, ao começar a trabalhar em um escritório. Em sua casa nunca houve uma Lexington, Olivetti ou Remington. Uso bastante para datilografar guias e nota fiscal. No começo foi difícil, mas agora já me acostumei. Só que não teria uma dessas em casa, confessa.
Parte do corpo de um santo: qualquer objeto que lhe pertenceu. Coisa preciosa e mais ou menos antiga a qual se dedica grande estima
Olivetti é atualmente uma das empresas italianas líder no mundo no setor das Tecnologias da Informação. Sua história de pesquisa e inovação remonta a quase um século e, desde agosto de 2003, forma parte do Grupo Telecom Itália
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