A Companhia Paranaense de Gás (Compagás) admite alterar o traçado do gasoduto que vai ligar a refinaria de Araucária a Campo Largo, se essa for a vontade da população. Projetado para atravessar uma extensão de 2,5 quilômetros pelo centro da cidade, o gasoduto está provocando reações de ambientalistas, que criticam a passagem pela área central de Campo Largo.
Segundo o diretor técnico comercial da Compagás, Augusto Reizemberg, a rota proposta é a ‘‘mais econômica’’, mas isso não significa que seja a única possível. A obra - que vai abastecer duas indústrias no perímetro urbano da cidade, a Incepa e Lorenzetti - já começou e deve chegar em 45 dias a Campo Largo. ‘‘Podemos estudar um novo traçado se causar muito transtorno e a população ficar preocupada’’, diz Reizemberg.
Fazendo várias ressalvas de que o gás da refinaria não oferece riscos de explosão, o diretor da Compagás afirmou que há controles de segurança suficientes para evitar vazamentos. ‘‘Além disso, o gás é odorizado, o que significa que um eventual vazamento será detectado muito rápido’’, diz Reizemberg.
Representante da Ong Movimento Amigos do Cambuí, o engenheiro Rodolpho Ramina continua criticando a ausência de um Relatório de Impacto Ambiental (Rima). ‘‘Existe somente uma análise de risco, aprovada pelo Instituto Ambiental do Paraná, mas achamos que não é suficiente’’, diz Ramina. Ele espera que a Compagás determine a realização do Rima e suspenda as obras.

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